Veja seis dicas para aproveitar as festas de fim de ano ao lado do seu cachorro

Médica-veterinária dá dicas para garantir um final de ano seguro e saudável para os animais

Redação ND Joinville

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Dezembro é tempo de festas e confraternizações, por isso, essa época é muito aguardada, com festas em várias cidades de Santa Catarina. Porém, os pets precisam de uma atenção especial. Fogos de artifício, ingestão de alimentos inadequados, desconforto durante viagens e até os itens de decoração podem deixar eles estressados ou até mesmo causarem um problema de saúde.

Segundo Priscila, é importante manter o pet em um local seguro e acolhedor durante as festas de fim de ano – Foto: frederico_westie/Reprodução/NDSegundo Priscila, é importante manter o pet em um local seguro e acolhedor durante as festas de fim de ano – Foto: frederico_westie/Reprodução/ND

“Por exemplo, problemas gastrintestinais, como vômitos e diarreia, podem ocorrer em gatos e cães durante todo o ano, mas podem ser especialmente corriqueiros durante a temporada do Natal e Ano Novo”, relata a médica-veterinária Dra. Priscila Rizelo.

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“Quando há estresse adicional, como pessoas reunidas em casa, bem como mais comida ao redor, há um maior risco de distúrbios gastrintestinais em nossos pets”, destaca a médica-veterinária.

Para amenizar a preocupação e aproveitar as festas de fim de ano Priscila Rizelo trouxe algumas dicas para o bem-estar e a saúde do pet.

Confira seis dicas para o fim de ano com o seu cachorro

1. Cuidado com os enfeites de Natal, especialmente as luzes das árvores. Eles provocam a curiosidade dos animais, que costumam mastigar e ingerir os objetos. O ideal é evitar decorações que possam se partir e que ao serem ingeridas provoquem obstruções ou perfurações intestinais. A decoração também podem ser um perigo para os pets curiosos.

2. Não compartilhe a ceia de Natal e Ano Novo, por menor que seja a porção. Parece um carinho, mas nem tudo o que é bom para nós é bom para os pets.  Alguns alimentos causam alterações gastrintestinais, que podem ser discretas ou graves. Alguns alimentos são tóxicos para eles, incluindo cebola, uva, alho, álcool, chocolate, nozes, frutas secas, peru, doces, entre outros.

3. Fuja dos rojões e fogos de artifícios. Por terem a audição mais sensível, os cães se sentem bastante incomodados e podem manifestar tremores, vocalização e tentativas de fuga. O ideal é não deixar o animal sozinho. A dica é acomodar o pet em um local familiar e seguro, com som ambiente como, por exemplo, TV ou rádio ligados em volumes apropriados. Isso reduz o stress e mascara o barulho.

4. Mantenha o pet em um local seguro e acolhedor. Para evitar o desconforto e agitação do animal durante o momento de chegada e saída de pessoas, procure um espaço confortável e mais isolado para que ele se sinta seguro, evitando a ansiedade e fugas. Para que o pet não se sinta deslocado, importante que o espaço escolhido seja familiar e que sua caminha, alimento e local para suas necessidades estejam acessíveis.

5. Mantenha seu pet longe da sujeira. É importante prestar atenção a objetos que o pet pode engolir. Copos plásticos, guardanapos e toda a sujeira devem ser sempre jogados no lixo para que não gerem um problema sério caso o animal de estimação venha a engolir algo.

6. Tenha sempre em mãos o contato do médico-veterinário do seu animal.  Recorra a ele caso observe qualquer comportamento ou reação estranha em seu pet.

Viajar com o pet ou não? Eis a questão

Segundo Dra. Priscila Rizelo, se a decisão for viajar com o seu cachorro, é importante deixá-lo em um hotel. Para isso, tenha a certeza de que seja um estabelecimento recomendado, com boas indicações e que presta o atendimento necessário para a garantia do bem-estar do animal.

Já para viajar de avião ou ônibus, a dinâmica é mais complexa. “É preciso verificar todas as regras, documentação e outras burocracias previstas para transportar o animal de estimação e ter a certeza que o lugar que você escolheu para se hospedar seja pet friendly”, afirma Priscila.

Em uma viagem de carro, lembre-se de “fazer um passeio com o animal antes de entrar no veículo para que ele faça suas necessidades. Não alimente o pet antes das viagens e durante o trajeto porque eles podem ficar enjoados. Uma última dica muito importante: nunca deixe o pet solto dentro do carro. O recomendado é utilizar caixa de transporte adequada ou, para cães, cinto de segurança próprio”, finaliza a médica-veterinária.

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