Uma moradora de Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, levou um susto ao encontrar uma cobra jararaca, que é venenosa, em uma sapateira. A mulher só percebeu a serpente após ser alertada por seus cães, que começaram a latir para o local e evitaram um acidente.
– Vídeo: Jararaca na sapateira – Sc
O caso aconteceu no bairro Chico de Paula na manhã desta quinta-feira (17). Após perceber a presença da jararaca, acionou o resgate de animais do município.
SeguirA jararaca foi resgata pelo biólogo Gilberto Ademar Duwe. Ela estava enrolada em meio a panos, próximo de vários tênis.
Conforme o especialista, jararacas não costuma aparecer nestes locais, ao contrário de outras espécies, como a dormideira. Porém, casos como este podem ocorrer.
“Em dia mais frio e de chuva acabam procurando locais mais altos para se abrigar neste período e foi provavelmente isso que ela fez”, explica.
Por isso, o biólogo faz um alerta para a população se manter atenta aos locais onde cobras e outros animais podem ser encontrados. “Prestar atenção onde for colocar a mão ou pé, não só por conta de cobras, mas aranhas e escorpiões”, diz.
“Cuidados do dia a dia que, se a pessoa tiver, vão evitar acidentes”, destaca o especialista.
Jararaca
Conforme a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), jararacas podem medir 1,20 metro, possuem desenhos em forma de “V”, que lhe proporcionam uma ótima camuflagem. Quando filhote, a Jararaca, como a maioria dos membros do gênero Bothrops, possui a extremidade da cauda ligeiramente clara ou amarelada. Isto porque, ela utiliza a cauda para atrair pequenas rãs e sapos, bem como pequenos lagartos, do qual se alimenta. Na fase adulta se alimenta de pequenos roedores.
De acordo com o Ministério da Saúde, a espécie é a maior causadora de acidentes com cobras no país, o que representa 69,3% das picadas registradas no Brasil.
A ação do veneno no organismo apresenta diversos sintomas. Em até 6 horas após o acidente, a vítima pode sentir muita dor local, inchaço, calor e rubor no local da picada. Pode haver sangramentos no local da picada ou distante dele, como em gengivas, nariz, outros locais. Entres 6 e 12 horas após a picada podem surgir bolhas, equimoses (manchas escuras), oligúria, anúria e insuficiência renal aguda.