VÍDEO: Capivaras são avistadas ‘se refrescando’ em praia de Florianópolis; confira o momento

Grupo de capivaras aproveitou o "calorão" e curtiu a praia do Ribeirão da Ilha, no Sul da Capital; o registro foi gravado na tarde da última quarta-feira (25)

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Um grupo de capivaras foi flagrado “curtindo” a praia do Ribeirão da Ilha, no Sul de Florianópolis, nesta quarta-feira (25). Os animais aproveitaram o calor para se banhar na água salgada do mar.

A cena chamou atenção de um morador local que registrou o ocorrido. As imagens foram compartilhadas pelo perfil @felipeszterling nas redes sociais.

Grupo de cavaras é flagrado ‘dando mergulho’ no Ribeirão da Ilha nesta quarta-feira (25) — Foto: @felipeszterling/Instagram/Reprodução/NDGrupo de cavaras é flagrado ‘dando mergulho’ no Ribeirão da Ilha nesta quarta-feira (25) — Foto: @felipeszterling/Instagram/Reprodução/ND

O vídeo mostra ao menos três capivaras à beira-mar contemplando o pôr-do-sol no Ribeirão. O grupo aparenta estar aproveitando o passeio, com direito até a mergulho no mar.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Elas se revezam para ver “de quem é a vez de se refrescar” e, quando uma volta, outra vai. Paradas na areia, elas observam as ondas do mar enquanto parecem “contemplar” o fim de tarde.

Confira o vídeo:

Capivaras aproveitam praia de Florianópolis — Vídeo: @felipeszterling/Instagram/Reprodução/ND

Capivaras na praia

Apesar de não ser o ambiente mais procurado pelos animais da espécie, as capivaras são excelentes nadadoras. Elas têm preferência por água doce, mas têm sido vistas em água salgada, como mares, lagoas e salobras.

O biólogo Christian Raboch lembra que, mesmo nadando muito bem, no mar, a maré e as ondas podem dificultar a natação desses animais. A espécie pode ter chegado ao mar pelo rio, em busca de alimentos.

No entanto, se engana quem acha que, por estarem no mar, elas comem peixes. Reboch destaca que elas são herbívoras e comem plantas e gramíneas. Ele recomenda que, caso veja capivaras na praia, chame os órgãos competentes do meio ambiente para fazerem o recolhimento do animal.

Podem virar praga?

As capivaras, já conhecidas pelos moradores de Florianópolis, têm sido avistadas com mais frequência nos últimos meses e em lugares cada vez mais inusitados. Após vídeos desses animais “invadindo” locais viralizarem nas redes sociais, o debate sobre eles serem, ou não, uma praga no município ganhou força.

A tenente da PMA (Polícia Militar Ambiental), Renata Bousfield, conta que a aparição das capivaras excede a época do ano. Porém, o período do verão é o mais propício para a reprodução.

“É comum durante o ano todo. Elas também não têm muitos predadores, no máximo o jacaré, e, por isso, aparecem em maior número. Mas é um animal muito tranquilo, elas fogem do homem, então não apresentam muito perigo”, explica a tenente.

Renata ainda complementa orientando os moradores que avistarem esse tipo de roedor: “É a situação de qualquer animal no Estado, se for um simples recolhimento é com o IMA, e se houver um crime ambiental, uma caça, maus tratos, é com a PMA, através do 190”, finaliza.

Problema nacional

O professor e biólogo do IMA (Instituto do Meio Ambiente) de Criciúma, André Klein, complementa afirmando que a reprodução de capivaras é um “problemão em nível nacional e sem solução em vista”.

Família de capivaras apareceu de surpresa em empresa de Joinville — Foto: Internet/ReproduçãoFamília de capivaras apareceu de surpresa em empresa de Joinville — Foto: Internet/Reprodução

Klein diz que esses roedores gostam de ficar em margens abertas de rios e o desequilíbrio populacional decorre, muitas vezes, das conversões de áreas florestais em áreas abertas.

“Pela conversão dessas áreas próprias para ocupação pela espécie, da drástica redução no número de predadores, que seriam apenas os grandes felinos, além, é claro, da grande capacidade reprodutiva da espécie, típica dos roedores”, explica.

Segundo ele, uma eventual realocação poderia, inclusive, transferir o problema para outro local. “Por se tratar de problema sistêmico, portanto, as soluções também são sistêmicas: maior preservação/recuperação das matas ciliares e, talvez por meio de políticas públicas, o manejo de habitats”, finaliza.

Tópicos relacionados