Cobra ou lagarto? Moradores de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, se surpreenderam ao encontrar um réptil que se parece muito com cobra, mas não é: é um lagarto, na verdade. Até o nome remete a cobra – cobra-de-vidro (Ophiodes fragilis) – mas, de fato, não é cobra.
Cobra-de-vidro (Ophiodes fragilis) – Foto: Fujama/Divulgação NDHouve dois resgates desses animais nos últimos dias feitos pela Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama).
O biólogo Gilberto Ademar Duwe, que atua na Fujama com resgate de fauna silvestre e educação ambiental, explica que a cobra-de-vidro é bem comum no Brasil e em Jaraguá do Sul. Vive no chão e pode ser encontrada facilmente em quintais e em jardins. É totalmente inofensiva, não tem veneno, mas pode morder, como todo o lagarto, se se sentir ameaçado. Têm hábito diurno e se alimenta de insetos.
Seguir“Com a evolução das espécies, milhões de anos, as patas foram perdendo a utilidade e foram diminuindo de tamanho. Hoje, essas espécies de lagarto não têm as duas patas da frente e tem só as patas traseiras bem pequenas e sem utilidade”, explica Gilberto Ademar Duwe.
Imagem mostra as patas reduzidas e sem utilidade – Foto: Fujama/Divulgação NDPor isso, esses animais acabam tendo aparência de cobra, são compridos, sem patas, são confundidos com cobra, mas são, na verdade, lagartos.
VEJA VÍDEO
Vídeo: Fujama/Divulgação ND
Por que o nome cobra-de-vidro?
Como algumas espécies de répteis, a cobra-de-vidro, quando ameaçada, desprende um pedaço da cauda e foge. O predador fica “entretido” com o pedaço da cauda enquanto o animal consegue escapar do ataque.
Por conta dessa situação de “quebrar a cobra”, as pessoas acabaram fazendo uma analogia com vidro, e, por isso, surgiu o nome.
Após os resgates em Jaraguá do Sul, os biólogos da Fujama devolveram os lagartos para a natureza.