Uma verdadeira história de terror é contada por banhistas e pescadores em Burundi, país da África Oriental: o gigantesco animal conhecido como Gustave pode ter sido o responsável pela morte de pelo menos 300 pessoas nas proximidades do Lago Tanganica (o segundo maior lago do continente).
Gustave é um crocodilo-do-nilo muito temido por motadores do Burundi – Foto: THOMAS FUHRMANN (SOB LICENÇA CREATIVE COMMONS)Gustave é um gigantesco crocodilo-do-nilo — uma das maiores espécies de répteis do mundo, e um dos poucos considerados extremamente agressivos com humanos — que é muito temido localmente.
Segundo alguns levantamentos do Portal R7, ele pode ter matado 600 humanos, embora o número final seja muito difícil de comprovar. Normalmente, os dados apontam que o predador matou três centenas de pessoas.
SeguirOutras informações não comprovadas foram atribuídas ao animal: ele teria 100 anos, cerca de 1 tonelada e mais de 6 m.
O réptil lendário até foi tema de um documentário produzido nos Estados Unidos, chamado Capturing the Killer Croc (Capturando o Crocodilo Assassino, de 2004). O filme afirmou que ele não poderia ter um século de idade, ou estaria praticamente banguela, e sugeriu que o crocodilo tem no máximo 60 anos, e ainda esteja em fase de crescimento.
A produção mostrou as tentativas de captura do animal empreendidas por Patrice Faye, um especialista em répteis que deu nome ao animal e o estuda desde os anos 90.
Nos dois meses que duraram as tentativas, Patrice se mostrou incapaz de prender o animal, que não foi atraído pelas armadilhas do especialista.
Como é muito grande, Gustave teria dificuldades para caçar peixes, zebras e até outros crocodilos. Isso pode o ter tornado um especialista em caçar gnus grandes, humanos e até os temidos hipopótamos.
Além do tamanho, o animal devorador de humanos é conhecido por ter quatro cicatrizes de tiros no corpo, especialmente uma grande no ombro direito.
Como quase tudo na biografia dele, o destino atual de Gustave é incerto. O último avistamento comprovado foi em 2008, segundo equipes da National Geographic.
Como nenhum caçador afirmou ter matado o animal, moradores locais acreditam que ele ainda está no lago, vivo e ainda matando.