VÍDEO: Espécie de cobra é resgatada em obras de duplicação da BR-470 em SC; saiba qual

Segundo o DNIT, cobra foi resgatada e devolvida ao habitat natural em segurança

Foto de Redação ND

Redação ND Blumenau

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Uma cobra coral falsa (Oxyrhopus clathratus) foi resgatada por operários que trabalham na duplicação da BR-470 em Blumenau, no Vale do Itajaí. A descoberta impressionou os profissionais que se depararam com o animal em uma das frentes de trabalho.

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    Segundo o DNIT, cobra foi resgatada e devolvida ao habitat natural em segurança - DNIT/Divulgação/ND
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A descoberta aconteceu neste mês e, mesmo que a espécie possua um veneno leve, é difícil diferenciá-la da cobra coral verdadeira, que possui veneno letal. Segundo o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o órgão federal mantém biólogos e técnicos de meio ambiente para esse tipo de trabalho e resgate.

O DNIT afirma que a cobra foi devolvida em segurança a uma área de mata próxima, às margens do km 56 da BR-470. O resgate faz parte das ações do programa ambiental das obras, que garantem a correta execução das atividades possíveis de causar impactos ambientais.

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Assista ao vídeo que mostra manejo da cobra

Segundo o DNIT, cobra foi resgatada e devolvida ao habitat natural em segurança – Vídeo: DNIT/Divulgação/ND

Saiba mais sobre a cobra coral falsa

Em reportagem recente do ND+, um biólogo da Fujama (Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente), detalhou as diferenças entre as cobras corais falsa e verdadeira. Em Jaraguá do Sul, no Norte do Estado, resgate desse tipo de serpentes são comuns.

Segundo o biólogo Gilberto Duwe, mais conhecido como Giba, não é tão fácil assim de perceber as diferenças entre a coral falsa e a verdadeira, sendo importante que as pessoas não mexam ou tentem capturá-las sem  o auxílio de um profissional.

Há no Brasil, segundo o especialista, cerca de 30 espécies de corais-verdadeiras e mais de 50 de corais-falsas, então, não existe uma regra para identificá-las. O especialista afirma que a coral falsa filhote é preta e branca e, conforme vai crescendo, as partes brancas vão ficando vermelhas.

“As corais-falsas têm um veneno bem fraco, para nós é inofensivo, não vai causar sintomas graves, diferente da coral-verdadeira, que tem uma peçonha perigosa”, afirma o biólogo.