No mês de prevenção à crueldade animal, uma operação da Polícia Civil apreendeu diversas aves e espécies exóticas nesta quinta-feira (4) em Joinville. Ao todo, três pessoas foram presas em flagrante e seis mandados de busca e apreensão cumpridos.
A investigação foi coordenada pela DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Joinville e iniciou há seis meses, revelando a existência de um grupo que atuava na caça, compra e venda de animais silvestres.
“São animais cuja retirada do ambiente natural não traz problemas apenas para eles, mas para todo o meio ambiente. Cada um desses animais desempenha uma função ecológica relevante”, destacou a delegada Tânia Harada.
SeguirSegundo a polícia, essa associação criminosa era composta por pelo menos quatro pessoas, sendo que três delas foram presas nos bairros Ulisses Guimarães, Iririú e Itinga. A investigação continua para identificar outros possíveis integrantes.
Diversas aves estavam na posse dos investigados – Vídeo: PCSC/Divulgação/ND
Durante a operação, a polícia apreendeu armadilhas e redes de caça, além de três filhotes de arara canindé, um papagaio, dezenas de tartarugas tigre e diversos pássaros silvestres do Norte catarinense.
Também foi resgatada uma ave ararajuba, espécie rara ameaçada de extinção. Todos os animais estão sob os cuidados do IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina).
Grupo tentava esconder origem ilegal dos animais
Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi o uso de anilhas falsas pelo grupo. Elas são usadas para identificação de aves, mas seu uso ilegal pode causar danos graves aos animais, como fraturas e mutilações.
“Visava dar uma aparência de legalidade aos animais de origem ilícita. Isso é extremamente cruel, pois a colocação dessas anilhas em aves adultas pode resultar em fraturas. Temos relatos de que algumas aves tiveram partes dos dedos cortadas para a aplicação das anilhas. É um ato de crueldade”, afirmou a delegada.