VÍDEO: Tubarão mais rápido do mundo impressiona moradores de SC em ‘visita’ à praia

Um tubarão da espécie Isurus oxyrinchu, conhecido como tubarão-mako ou anequim, foi visto em Balneário Barra do Sul

Juliane Guerreiro Joinville

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A cidade de Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, recebeu uma visita diferente na manhã deste domingo (11): um tubarão foi visto na areia da praia e chamou a atenção de quem passava pelo local.

Tubarão-mako é um dos mais rápidos do mundo – Foto: Reprodução/InternetTubarão-mako é um dos mais rápidos do mundo – Foto: Reprodução/Internet

Segundo Eloísa Giareta, pesquisadora do Rebimar (Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha), trata-se de um tubarão da espécie Isurus oxyrinchu, conhecido popularmente como tubarão-mako ou como anequim, um dos mais rápidos do mundo.

Ele alcança cerca de 70 km/h, se alimenta de peixes, lulas e cetáceos e é da mesma família do tubarão branco. É também uma das espécies oceânicas mais ameaçadas em todo o mundo pelo grande interesse comercial.

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“Neonatos e juvenis são capturados pelas pescarias recreacionais nas áreas mais costeiras e adultos são capturados pela pesca industrial”, explica Hugo Bornatowski, também pesquisador do Rebimar.

Em um vídeo publicado na internet, um dos moradores que passava pelo local narra o tubarão se debatendo na areia. “Olha a boca do bicho, olha os dentes do cidadão”, conta. Veja o registro:

Tubarão aparece se debatendo perto da areia em Balneário Barra do Sul – Vídeo: Reprodução/Internet

A veterinária Veronica Takatsuka Manoel, do AquaRio, explica que a espécie ocorre naturalmente na região, mas não costuma aparecer encalhado dessa forma.

“Para saber o motivo do encalhe precisaria ser feita a inspeção do animal para identificar alguma marca de interação com a pesca, tentativa de predação por outros animais ou alguma intoxicação”, destaca.

O Projeto de Monitoramento de Praias PMP-BS/Univille, que resgata animais marinhos na região, não foi acionado para a ocorrência. Apesar disso, o tubarão-mako teria conseguido voltar para o mar.

O biólogo marinho André Neto, do Oceanic Aquarium, alerta que, nesses casos, o ideal é não chegar perto do animal. “Mesmo debilitado, pode ocorrer acidente”, reforça. O indicado é acionar a Polícia Ambiental ou o PMP da região.

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