Uma cena até bem corriqueira. Serpente caninana (Spilotes pullatus) percorrendo teto de galpões. Foi isso que a moradora de Joinville, Karina Pinotti, flagrou em um galinheiro em São Martinho, no Sul de Santa Catarina.
Serpente caninana flagrada no teto de um galinheiro em SC – Foto: Karina Pinotti/Divulgação NDEla estava de visita na casa da sogra quando foi até o galinheiro e flagrou a cena. Ficou impressionada pelo tamanho da serpente que se movimentava livremente pelo teto da estrutura. Segundo Karina, inclusive, ela parecia “morar” ali, pois debaixo da espuma enxergou mais três serpentes.
Os vídeos mostram a serpente percorrendo o telhado até chegar às árvores ao redor do galinheiro. Segundo Karina, esse tipo de serpente é bem comum na região.
SeguirVEJA VÍDEOS:
Vídeo: Karina Pinotti/Divulgação ND
Vídeo: Karina Pinotti/Divulgação ND
Karina já avistou essas cobras em árvores e, de vez em quanto, são flagradas até dentro de casa. Mas elas são inofensivas.
“Tenho mais medo das galinhas e dos patos do que das cobras”, brinca Karina, que gosta e zela pela natureza.
Ela, inclusive, fez questão de compartilhar a imagem da serpente caninana com o biólogo Christian Raboch, da Fujama de Jaraguá do Sul. Christian trabalha com resgate de animais e educação ambiental.
“Achei interessante compartilhar com ele porque ele posta, explica”, comenta Karina, lembrando que os vídeos são de meses atrás.
No último domingo, dia 13/2, Karina voltou a visitar a sogra no Sul do Estado, mas desta vez ela não viu as serpentes.
Ainda segundo a moradora de Joinville, as serpentes nunca ‘atacaram’ as galinhas. Estão lá simplesmente para se alimentar de roedores e outras cobras menores.
Debaixo da espuma, no teto do galinheiro, mais cobras – Foto: Karina Pinotti/Divulgação ND
Uma das serpentes decidiu passear pelo galinheiro, enquanto as outras ficaram debaixo da espuma – Foto: Karina Pinotti/Divulgação NDSobre a caninana
Caninana (Spilotes pullatus) é uma das maiores cobras da Mata Atlântica. É uma serpente da família Colubridae, característica da América Central e América do Sul. Pode atingir cerca de 2,5 metros de comprimento e é bastante rápida.
Apesar da fama de ser uma cobra brava, a caninana está longe de ser perigosa. Ela não tem veneno, mas pode morder. Costuma fugir quando avistada. Alimenta-se, principalmente, de roedores e pequenas cobras.