Tudo indicava para uma noite tranquila para alguns moradores do bairro Floresta, em Joinville, no Norte catarinense. Em certo momento, porém, um vizinho encontrou um visitante inusitado: um tamanduá “dando um rolê” na região. Em seguida, outras pessoas se juntaram para conhecer o animal, que surpreendeu os moradores.
Tamanduá foi visto no bairro Floresta – Foto: Divulgação/ND“Uma visita um tanto inusitada essa noite, um filhote de tamanduá. Estava assustado, mas não é agressivo, é bem calmo e lindo”, diz um morador da rua Francisco Bernado Boecher, local onde apareceu o animal.
Sem saber o que fazer na situação, os vizinhos ligaram para o Corpo de Bombeiros Voluntários. Neste meio tempo, os moradores já ficaram em alerta, trabalhando para evitar que algum veículo atropelasse o animal.
SeguirEm um primeiro momento, os socorristas orientaram que os moradores acionaram a Polícia Militar Ambiental, mas eles não obtiveram retorno. Por isso, voltaram a contatar os bombeiros.
Após conseguir contato com os bombeiros, receberam a orientação de levá-lo para área de mata, mas sem tocar no animal. “Foi o que fizemos com bastante calma”, conta o vizinho. “Se alguém ver faça o mesmo, por favor. Precisamos proteger nossos animais”, finaliza.
Tamanduás são comuns em Joinville?
Conforme a gerente de biodiversidade e florestas do IMA (Instituto de Meio Ambiente), Ana Cimardi, não existe um estudo estatístico sobre a presença de tamanduás na região, porém, ela afirma que seu aparecimento é relativamente comum e que estes animais aparecem com certa frequência em ambientes periurbanos.
Sobre o animal encontrado, Ana afirma tratar-se de um tamanduá-mirim. Diferente do que foi informado pelos moradores, porém, o animal não era um filhote, mas adulto.
Caso a população encontre um animal como este, a gerente orienta que as pessoas se mantenham afastadas e deixem o animal “seguir seu rumo”. Em alguns casos, é importante acionar a Polícia Militar Ambiental.
“Quando encontramos animais silvestres nativos, como o caso do tamanduá, sempre devemos nos manter o mais longe possível, pois a qualquer aproximação humana, o animal vai sentir medo, acuado”, explica Ana.
“Manusear um animal silvestre sempre deverá ser a última alternativa, pois muitas vezes é que pode ser a causa de óbito do animal. Outra questão bem importante, não mexer em animal sem orientação”, orienta.