‘Voraz’: jiboia de 3 metros espera por marreco de cabeça erguida, mas é enganada

A jiboia entrou no lago, tomou banho, bebeu água e esperou por presa

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Redação ND Chapecó

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Em uma cena intrigante que chamou a atenção, uma jiboia de três metros de comprimento e com cerca de 15 anos foi observada realizando atividades curiosas. A serpente não apenas demonstrou sede, bebendo água do lago, mas também tomou banho, além de mostrar uma paciência surpreendente ao aguardar a chegada de um marreco para se alimentar.

jiboia ergue o pescoço a espera de presaA jiboia bebeu água e tomou banho no rio. – Foto: Haroldo Bauer/Reprodução/ND

As imagens exclusivas foram capturadas pelo Rei das Serpentes, Haroldo Bauer, que compartilhou as cenas em seu canal no YouTube. “Vão para a lagoa, se hidratam e depois tomam um banho. Entrando na água para nadar. Ela vai mergulhar”, narra o rei das serpentes.

A jiboia, uma serpente não venenosa, é conhecida por sua habilidade de caça, geralmente emboscando suas presas em árvores e arbustos. No entanto, a observação desses comportamentos específicos é considerada curiosa, despertando o interesse.

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Curiosamente, a jiboia se aproximou da água e, de forma surpreendente, se “banhou”, passando o corpo pelas bordas do lago. Esse comportamento, que lembra os rituais de limpeza de algumas aves aquáticas, é dificilmente observado em répteis.

Além disso, uma cena ainda mais impressionante aconteceu quando a jiboia permaneceu imóvel e paciente próxima à margem do lago, aguardando a oportunidade de capturar um marreco que sobrevoava nas proximidades.

“Os marrecos estão passando por cima e se eles pousarem na lagoa essa gigante com certeza vai devorar um deles. Só esperando pousar para capturar”, comenta Haroldo.

Porém, após longa espera sem sucesso, a jiboia desiste de esperar e procura um local mais reservado e seguro para descansar.

Assista:

Os comportamentos da jiboia

A jiboia é uma serpente não venenosa encontrada em várias regiões do continente americano, incluindo partes da América do Sul, América Central e América do Norte. É conhecida cientificamente como Boa constrictor e pertence à família das Boidae.

Essas serpentes têm um corpo robusto e musculoso, com uma cabeça distinta e mandíbulas articuladas. A coloração da pele varia segundo a localização geográfica e pode incluir tons de marrom, verde, amarelo e cinza, muitas vezes com padrões característicos que ajudam na camuflagem.

Uma das características mais marcantes da jiboia é a sua capacidade de constrição, que é o método pelo qual ela mata suas presas. Quando a serpente captura uma presa, ela a envolve firmemente com seu corpo e aperta, restringindo o fluxo sanguíneo e impedindo a respiração do animal. Esse método de caça é altamente eficaz e permite que a jiboia se alimente de presas de tamanho considerável.

As jiboias são animais adaptáveis e podem ser encontradas em diferentes tipos de habitat, desde florestas tropicais úmidas até áreas semiáridas. Elas são principalmente terrestres, mas também podem subir em árvores e nadar quando necessário.

Em termos de alimentação, a jiboia é uma serpente oportunista e se alimenta de uma variedade de animais, incluindo roedores, aves, lagartos e até mesmo pequenos mamíferos. Após uma refeição substancial, ela passa por um período de digestão que pode durar várias semanas.

Apesar de seu tamanho e aparência intimidadora, as jiboias geralmente não são agressivas em relação aos humanos, a menos que se sintam ameaçadas ou acuadas. Elas tendem a evitar confrontos diretos e, geralmente, preferem se afastar e se esconder quando se deparam com seres humanos.

Em termos de conservação, a jiboia não é considerada uma espécie ameaçada globalmente. No entanto, a destruição do habitat, a caça ilegal e o comércio de animais silvestres representam ameaças significativas para algumas populações locais. Portanto, a proteção de seus habitats naturais e a conscientização sobre a importância dessas serpentes no ecossistema são fundamentais para sua preservação.

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