Você conhece possivelmente os 12 signos do zodíaco e se é um dos apaixonados por astrologia, não faz nada sem consultar o horóscopo do dia, não é mesmo? Mas já se perguntou como surgiram os signos?
Você sabe como surgiram os signos? – Foto: Freepik/Divulgação/NDA astróloga Claudia Lisboa nos leva em uma viagem pela história e explica como surgiram os signos e a relação deles com as estações do ano e a vida de cada pessoa. Veja abaixo.
Afinal, como surgiram os signos?
Segundo Claudia, antes de entender como surgiram os signos, é preciso compreender que astrologia nasceu com a observação dos movimentos do sol e da lua pelo ser humano, que começou a relacioná-los com os fenômenos da natureza.
SeguirDesde os primeiros momentos da humanidade, as pessoas perceberam que o sol nasce e se põe, enquanto a lua tem um ciclo mais longo, mas ainda assim visível.
“Essas observações iniciais foram cruciais para a sobrevivência, ajudando na agricultura, na pesca e na compreensão das melhores épocas para obter alimento”, comenta.
Claudia destaca que, no início, a astrologia serviu para conectar o conhecimento humano aos ciclos naturais e ao cosmos.
A relação dos signos com as estações do ano
Então como surgiram os signos? A ideia dos signos surgiu a partir da compreensão dos movimentos da Terra e das estações do ano. Segundo a astróloga, inicialmente, as pessoas notaram que havia um período frio, um período quente e dois períodos intermediários, correspondentes às estações.
Como surgiram os signos e qual a influência deles na sua vida? – Foto: Reprodução/Canva +IA/ND“Havia quatro momentos claros no ano, marcados pelas diferenças de temperatura e duração do dia e da noite. Foi a partir desses momentos que os signos começaram a ser definidos”, explica.
Claudia esclarece que os equinócios e solstícios são pontos fundamentais nesse sistema. Existem dois dias no ano em que o dia e a noite têm a mesma duração, conhecidos como equinócios: o equinócio de primavera e o equinócio de outono.
Conforme a astróloga, no hemisfério norte, o equinócio de primavera ocorre em torno de 20 de março. “A partir dessa data, surgiu a divisão do zodíaco em quatro partes, correspondendo aos signos cardinais: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio”.
Os signos cardinais e a divisão do zodíaco
Além de como surgiram os signos, é importante compreender como os signos cardinais marcam o início das estações: Áries no equinócio de primavera, Câncer no solstício de verão, Libra no equinócio de outono e Capricórnio no solstício de inverno.
Cada uma dessas divisões corresponde a um período de três meses, resultando nos 12 signos do zodíaco que conhecemos hoje.
Claudia esclarece que, apesar de estarmos no hemisfério sul, o sistema simbólico do zodíaco permanece o mesmo.
Isso porque a astrologia é baseada em um sistema simbólico e universal, e não em influências diretas dos astros. A contagem do zodíaco começa com Áries, a partir do equinócio de março, válido para todo o planeta.
Conexão e sincronicidade
A astrologia, segundo Claudia, é uma maneira de compreender a organização do cosmos e nossa conexão com ele por meio de símbolos e sincronicidades.
“Não se trata de influências diretas dos astros, mas sim de uma representação simbólica das forças universais”.
Em resumo, segundo Claudia, a astrologia oferece uma perspectiva única sobre nossa relação com o cosmos e a natureza, ajudando-nos a compreender os ciclos e movimentos que nos cercam, independentemente do hemisfério em que nos encontramos.
Veja a explicação completa da astróloga sobre como surgiram os signos
O que são signos ascendentes?
Enquanto o signo solar é amplamente conhecido, o signo ascendente é um pouco mais complexo, mas igualmente crucial. O ascendente é o signo que estava surgindo no horizonte leste no exato momento do seu nascimento.
O astrólogo João Bidu explica que ele representa como você se apresenta ao mundo, sua forma de se expressar e como as pessoas o veem. É o jeito que você gostaria que os outros o vissem.
Signo solar versus signo ascendente
O signo solar simboliza seu interior, sua essência e identidade central. Já o ascendente comanda seu lado exterior, mostrando a imagem que você projeta para o mundo. Ambos são fundamentais para a compreensão completa da sua personalidade.
Para calcular o signo ascendente, é essencial saber a hora exata do nascimento, além da cidade e do dia. Dados como latitude, longitude, correção de fuso e horário de verão são considerados para obter uma leitura precisa.
“Diferentemente do signo solar, que é determinado apenas pela data de nascimento, o ascendente depende do horário exato”, comenta.
A influência do signo ascendente
Existe uma crença de que, a partir dos 25 a 30 anos, o signo ascendente passa a prevalecer sobre o signo solar.
Essa ideia se baseia no retorno de Saturno, um evento astrológico que ocorre aproximadamente a cada 29 anos, quando Saturno retorna à mesma posição em que estava no seu nascimento.
Embora muitos façam essa correlação, João Bidu acredita que a essência interior representada pelo signo solar e a exterior pelo ascendente coexistem, cada uma com sua influência.
Veja a explicação completa de João Bidu:
Astrologia é ciência?
Outro fator importante para entender como surgiram os signos é compreender o que é a astrologia. Um estudo publicado em artigo da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), diz que a astrologia relaciona a posição dos astros no céu, tanto no nascimento quanto diariamente, com fatos na Terra, incluindo os humores e destinos das pessoas.
“Ela assume que há ação dos corpos celestes sobre os objetos animados e inanimados e que os ângulos aparentes entre os planetas no céu afetam a humanidade. Astrologia não deve ser confundida com Astronomia, a ciência que verdadeiramente estuda os astros e seu funcionamento, isto é, sua física”, avalia o estudo.
Conforme o estudo, a astrologia não é uma ciência. Assim como a astronomia, ela floresceu na Antiguidade, muito antes da formulação da teoria gravitacional e da teoria eletromagnética e do conhecimento de que todos os astros são compostos da mesma matéria existente aqui na Terra.
“Não existe matéria “celeste” como acreditava Aristóteles (384-322 a.C.). Mas ao contrário da Astronomia, ela não incorpora as teorias científicas e assume que a Terra está no centro do Universo, rodeada pelo Zodíaco, e a definição dos signos ignora a precessão do eixo de rotação da Terra.
O que é o horóscopo?
Outro ponto que faz parte da compreensão de como surgiram os signos, é entender o que é o horóscopo. Uma representação astrológica que interpreta a posição dos planetas e dos signos do zodíaco em relação à Terra no momento do nascimento de uma pessoa.
Essa interpretação busca fornecer ideias sobre a personalidade, tendências e possíveis acontecimentos na vida do indivíduo. A palavra “horóscopo” vem do grego “hora” (tempo) e “skopein” (observar), significando literalmente “observação do tempo”.
Signos e a influência no dia a dia das pessoas; como surgiram os signos?- Foto: Freepik/Divulgação/NDO horóscopo é utilizado como uma ferramenta para introspecção e autoconhecimento, ajudando as pessoas a entenderem melhor suas tendências comportamentais, desafios e oportunidades.
Embora muitas pessoas vejam o horóscopo como uma fonte de entretenimento, outros levam a astrologia a sério e a utilizam como um guia espiritual e psicológico.
A popularidade do horóscopo se deve, em parte, à sua capacidade de oferecer visões e conselhos práticos que podem ser aplicados na vida cotidiana. Seja por curiosidade ou crença profunda, muitas pessoas encontram valor nas orientações fornecidas pelos horóscopos.
Compõem o horóscopo: mapa astral, signo do zodíaco, planetas, casas astrológicas e aspectos planetários. Além disso, existem o horóscopo diário, o semanal e o anual. E aí, agora você sabe como surgiram os signos?