Medalhista olímpica pelo Brasil é dispensada e vira motorista de aplicativo

Velocista Rosângela Santos revelou que precisou virar motorista de aplicativo a fim de pagar as contas, depois que foi dispensada pelo seu clube

Foto de Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo Florianópolis

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Uma das últimas mulheres a conquistar medalha olímpica para o Brasil, no atletismo, a velocista Rosângela Santos revelou que virou motorista de aplicativo para conseguir pagar as contas.

Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, no revezamento 4x100m, Rosângela Santos, 30 anos, contou, via página nas redes sociais, que foi dispensada pelo Esporte Clube Pinheiros após o fim de mais um ciclo olímpico.

Rosângela Santos medalhista olímpica e competidora nas edições de 2012, em Londres; no Rio, em 2016 e em Tóquio (Foto: Guilherme Taboada e Guilherme Ferraz/Agencia Sport Session) – Foto: Divulgação/NDRosângela Santos medalhista olímpica e competidora nas edições de 2012, em Londres; no Rio, em 2016 e em Tóquio (Foto: Guilherme Taboada e Guilherme Ferraz/Agencia Sport Session) – Foto: Divulgação/ND

“Sem nenhuma explicação plausível do responsável. Acham mesmo que vale a pena passar por tudo isso. Ter que levantar cedo, ir treinar dois períodos, depois ter que pegar o carro e fazer corridas no app para poder ter renda? Estou vendo que o momento de me aposentar do atletismo está cada vez mais perto”, disse a atleta.

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O clube de Rosângela Santos, o Pinheiros, que ainda não se pronunciou sobre o caso – segundo a própria atleta – havia prometido não rescindir seu contrato já de olho em mais um ciclo olímpico. Entretanto, o clube para diminuir sua folha salarial, optou pela saída do atleta.

“Essa situação me revoltou muito, principalmente com a falta de respeito. Ser sincero e honesto, isso não foi feito. Fui a duas Olimpíadas, campeã Pan-Americana, entre outros. Deixei de ir para outro clube para receber mais. Aceitei o corte esse ano com a promessa de receber depois, mas acabei dispensada”, concluiu.

Rosângela Santos representou o Brasil em quatro olimpíadas, mas teve atuação discreta tanto no Rio de Janeiro quanto em Tóquio. O bronze conquistado em Pequim veio após a classificação da equipe Russa pelo escândalo de doping.

A velocista ainda conquistou três ouros em Jogos Pan-Americanos e chegou a ser a recordista sul-americana dos 100 m rasos.

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