André Baran projeta 2025 e fala sobre possibilidade do beach tennis na Olimpíada: ‘sonho’

Grande nome do beach tennis no Brasil, André Baran conversou com a reportagem do ND Mais e projetou a temporada 2025

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Redação ND Florianópolis

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O ano de 2024 foi especial para o catarinense André Baran. Ao lado do parceiro italiano Michele Cappelletti, eles chegaram ao topo do ranking mundial do beach tennis após conquistar o Mundial da modalidade, disputado na Itália, em setembro.

André Baran é um dos grandes nomes da modalidade no mundoAndré Baran é um dos grandes nomes da modalidade no mundo – Foto: Divulgação/COB

E 2025 tem tudo para ser ainda melhor. Ao menos é o que o projetou o catarinense em entrevista ao ND Mais. Atualmente ele é o número 1 do Brasil e 3 do ranking mundial.

“Ano passado foi muito especial realmente. Tínhamos uma distância muito grande do topo do ranking onde estávamos mais de 1 mil pontos atrás. Foi um dos melhores ano da nossa carreira com mais de sete títulos expressivos. Ganhamos também o Mundial por duplas”, relembra o atleta.

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Mas na opinião do catarinense, tem um fator fundamental que fez com que ele alcançasse o resultado.

“Acho que tudo isso passa por planejamento. A prova de que o trabalho sério e a longo prazo funciona”, explica Baran.

Veja mais trechos da entrevista com André Baran:

Popularidade do beach tennis no mundo:

“Eu acredito muito no esporte. Quando comecei a jogar era muito pequeno, não tinha tanto informação. A tecnologia ajuda demais ao esporte ir para a casa das pessoas para terem essa informação. Essa nova era fica muito mais fácil de ter um esporte novo, se fosse antigamente seria muito difícil. A gente vê hoje o esporte de raquete crescendo muito, não só o beach tennis como o próprio paddle. Desde 2018 e 2019 o beach tennis começou a crescer, tendo maior crescimento durante a pandemia. Eu sempre brinco que o BT não estava preparado para um crescimento tão rápido e hoje está correndo contra o tempo para principalmente nos eventos e campeonatos estar no mesmo nível que as pessoas esperam. Hoje tem muita gente boa fazendo grandes eventos, atraindo patrocinadores, é isso que a gente quer”.

Possibilidade de a modalidade estar na Olimpíada de 2032:

“A possibilidade de estar na Olimpíada é um legado de tudo isso que a gente tem feito. É preciso cada vez mais sair do Brasil e ir para todos os cantos do mundo, tentando fazer com que o esporte tenha esse crescimento no mundo todo. Nos Estados Unidos vemos o crescimento, que faz total diferença. Também vemos no Japão, Tailândia, além de outros torneios menores acontecendo no mundo todo. Isso é importante para que as pessoas conheçam o esporte. É um sonho estar na Olimpíada principalmente pelo o que representa o evento”.

Relação com Santa Catarina:

“Sinto saudades demais de Santa Catarina. Tenho muitos amigos e familiares aí. Hoje estou em Uberlândia (MG), onde tive uma proposta muito boa desse clube que me acolheu. Toda a minha história foi em Brusque, Balneário Camboriú, essa região onde desde cedo comecei no tênis, fui treinar com Larri Passos, com o Guga em Camboriú. Tive todas as oportunidades, minha escola foi aí, minha família inteira está aí, então realmente sinto falta”.

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