Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Secom/Divulgação/NDNosso centro histórico vai perdendo sua referência com fechamento em massa de um grande número de comércio. Existem razões estruturais e pontuais. Os bairros da Capital ganharam autonomia para quase tudo e não há mais, como acontecia antigamente, a necessidade de se deslocar até o chamado centro. Agora tudo é centro.
E tem um outro motivo oculto que poucos se dão conta. A região do centro tradicional tornou-se hostil ao trânsito de veículos, já que motoristas perderam um grande número de vagas para estacionar nas ruas. A cidade é movida por carros e tão cedo isso não muda. As pessoas são comodistas e daí procuram outros locais para compras e serviços onde a estacionada é próxima. Simples assim. E o Estreito vai pelo mesmo caminho.
O fenômeno aconteceu em várias grandes cidades mundo. A solução encontrada foi recuperar prédios abandonados, restaurar monumentos e criar espaços de lazer, oferecer alimentos e bebidas e criar espaços para estacionar veículos. Ninguém vai a lugar algum, se não tiver onde parar seu carro. Nem ao Estádio da Ressacada, nem ao P12. Nem ao Coliseu, nem a Plaza de los Toros