Coca-Cola se desculpa e retira milhares de garrafas das prateleiras; entenda

Conforme informações da Coca-Cola, os produtos estavam contaminados com níveis elevados de clorato, um forte oxidante

Foto de Lídia Gabriella

Lídia Gabriella Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

A Coca-Cola anunciou recentemente que irá retirar diversos produtos vendidos na Europa de circulação, incluindo marcas como Sprite, Fanta e Minute Maid, após identificar níveis elevados de clorato em garrafas e latas. Conforme a empresas, a medida tem o objetivo de prevenir riscos à saúde dos consumidores, embora a empresa assegura que não existe perigo imediato.

Várias latas e garrafas de Coca-ColaA Coca-Cola anunciou recentemente que irá retirar diversos produtos vendidos na Europa de circulação – Foto: Canva/ND

A contaminação foi atribuída à presença de clorato, um subproduto comum no uso de desinfetantes à base de cloro durante o tratamento de água. Embora baixos níveis dessa substância sejam aceitáveis em bebidas e alimentos, valores acima do recomendado podem afetar a capacidade do sangue de transportar oxigênio, podendo causar problemas como insuficiência renal em casos extremos, conforme a EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos).

Apesar disso, a Coca-Cola garantiu que as concentrações encontradas nos produtos contaminados são pouco prováveis de causar danos significativos, mesmo para os consumidores mais vulneráveis.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Produtos da Coca-Cola que foram afetados

A empresa inclui produtos fabricados entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, com códigos de produção de 328 GE a 338 GE, comercializados em países como França, Bélgica, Alemanha, Luxemburgo, Reino Unido e Holanda. Entre os produtos estão garrafas e latas das marcas:

  • Coca-Cola
  • Sprite
  • Fanta
  • Fuze Tea
  • Minute Maid
  • Tropico
  • Nalu
  • Royal Bliss
A empresa inclui produtos fabricados entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, com códigos de produção de 328 GE a 338 GE – Foto: Canva/NDA empresa inclui produtos fabricados entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, com códigos de produção de 328 GE a 338 GE – Foto: Canva/ND

Impacto no mercado e na confiança do consumidor

Com um faturamento anual de US$ 33 bilhões (equivalente a R$ 200 bilhões em cotação), a Coca-Cola é uma das marcas mais consumidas globalmente. Contudo, problemas como este podem abalar a confiança do consumidor e afetar temporariamente as vendas em mercados estratégicos, como o europeu.

Segundo a própria empresa, a maior parte dos produtos contaminados já foi retirada das prateleiras, e ações continuam para garantir que os itens restantes também sejam recolhidos.

Além disso, a Coca-Cola recomenda que consumidores que adquiriram os produtos com os códigos indicados devem evitar o consumo e devolvê-la nos pontos de venda para obter reembolso. A empresa apresentou um pedido de desculpas públicas pelo ocorrido e afirmou estar em contato com as autoridades regulatórias de todos os países afetados para resolver a questão rapidamente.

O que dizem os especialistas?

Pesquisadores apontam que a contaminação por clorato, embora rara, pode ocorrer em processos industriais que utilizam água tratada com desinfetantes à base de cloro. Um estudo publicado no Journal of Food Protection destaca que a exposição prolongada a altos níveis de clorato pode impactar a saúde renal e o equilíbrio de oxigênio no organismo.

Além disso, especialistas recomendam atenção à qualidade dos processos industriais e ao monitoramento constante de substâncias químicas em alimentos e bebidas. Transparência em casos como este é fundamental para manter a confiança do consumidor.

Pessoa segurando Coca-Cola com canudinhoPesquisadores apontam que a contaminação por clorato, embora rara, pode ocorrer em processos industriais que utilizam água tratada com desinfetantes à base de cloro – Foto: Canva/ND