Joguei bola no campeonato da cidade no aterro da Baia Sul. – Foto: PHOTO-2023-08-25-17-29-31Essa foto, rara e intrigante, foi registrada há mais de 50 anos. Mostra a finalização das obras do Aterro da Baía Sul, em 1972. Fuscas, kombis, corcéis e variants estacionados em profusão à beira da nova orla, emolduram essa imensa área aterrada que até hoje segue apartada da cidade, sem entender sua vocação real.
Dizem, os especialistas, que foi a ação derradeira para afastar Florianópolis do mar. Hoje o que sobrou do projeto original são só algumas poucas palmeiras doentes do desenho de Burle Marx e o espaço está sobrecarregado com dezenas de equipamentos públicos – que vai de passarela do samba, abrigo de moradores de rua, estação de tratamento de esgoto, estacionamento, museu da marinha e terminais de ônibus – que não conversam entre si e foram colocados ali sem qualquer planejamento urbano. A maioria com suas concessões vencidas, beirando a ilegalidade e o abandono.
É nesse cenário que a Floripamanhã, Ong que há 18 anos pensa projetos inovadores para a cidade, entra no jogo para propor a revitalização do espaço. A ideia é dar um destino mais inclusivo, amigável, vocacionado, seguro, e por que não, economicamente sustentável.
SeguirO prefeito Topázio validou o desafio proposto pelo Professor Salomão Mattos Sobrinho e na próxima quinta-feira, dia 31, às 14h, na Alesc, a jornalista e conselheira da Floripamanhâ, Karin Verzbickas, comanda um grande debate sobre o destino sustentável dessa área nobre na cidade com quem decide e entende da coisa. Vinicius Lummetz (Conselho Nacional do Turismo), Michel Mittman (Prefeitura), Marcelo Fett (Governo do Estado), Juliana Castro (Museu MADI) e Juliano Pinzetta (SPU) vão dar o pontapé inicial no que pode ser a grande virada para a revitalização deste espaço.Ficou interessado? Vai lá que o acesso é público e gratuito. Basta se inscrever no link que está no site da Floripamanhã.