Estética íntima: procedimentos podem auxiliar mulheres que precisam de tratamento médico

A especialista Hanna Kurihara e Silva explica que mulheres que passam pela menopausa, que não alcançam a satisfação sexual ou possuem outros problemas, podem optar por tratamentos de estética íntima

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Lídia Gabriella Florianópolis

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As mulheres que são cuidadosas com seu corpo estão sempre em busca dos melhores tratamentos, muitas procuram até os procedimentos de estética íntima, pois eles melhoram tanto a autoestima como a vida sexual. Mas você sabia que essas operações podem servir de tratamento médico para aquelas que possuem algum problema íntimo?

estética íntima; procedimentos e mulheresEstética íntima: como os procedimentos podem auxiliar mulheres que precisam de tratamentos? – Foto: Freepik/ND

A médica e especialista em estética íntima, Hanna Kurihara e Silva, conta que esses procedimentos podem melhorar tanto a parte estética como a parte funcional. Um exemplo é a cirurgia com laser íntimo, que melhora problemas de atrofia vaginal causada pela menopausa como a parte de flacidez e clareamento na vulva, que é a parte externa do órgão genital feminino.

Outro exemplo citado por Kurihara é a utilização da toxina botulínica, mais conhecido como Botox. Na ginecologia ele é usado para tratar a hiperidrose na virilha – suor excessivo no local – e vaginismo – dor exacerbada durante a penetração.

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Algo que gera sofrimento deve ser tratado

Entre os muitos problemas íntimos que podem ser desencadeados por vários motivos, deve ser “lançado mão dos procedimentos estéticos e funcionais“. Podendo ser cirúrgico, não hormonal ou aqueles que são usados para tratar o escurecimento da região íntima.

Quando a paciente sofre de incontinência urinária, que é a perda involuntária da urina pela uretra, pode ser realizado um procedimento com uma ponteira específica do laser. Além disso, também existe a opção de utilizar o ultrassom microfocado, ao atingir as camadas mais profundas do assoalho pélvico ou fios de PDO (polidioxanona) na região da parede vaginal abaixo da uretra.

“Todos esses tratamentos visam a estimulação na produção de colágeno e elastina responsáveis pela sustentação da uretra e bexiga”, afirma Kurihara.

Estética íntima minimiza as chances de insatisfação

A doutora relata um exemplo que acompanhou de perto, há um tempo. Uma paciente procurou Kurihara, pois não conseguia atingir o orgasmo logo após ter realizado uma ninfoplastia, que é a cirurgia plástica onde é removido parte da pele dos lábios vaginais.

Ao fazer uma avaliação, Kurihara identificou que o clitóris dela estava todo envolto por um capuz, conhecido como fimose do clitóris. Para resolver o problema da paciente, ela realizou uma pequena cirurgia no local, o que, segundo a médica, melhorou a vida sexual da mulher.

Por conta de casos assim, Kurihara acredita que para qualquer procedimento estético, é importante que seja alinhado as expectativas da paciente com o médico. “Saber o que ela espera e o que pode ser feito com cada tratamento, isso minimiza as chances de insatisfação”, acrescentou.

Conforme o relato da especialista, o procedimento mais procurado é a ninfoplastia. No entanto, ela percebe que muitas mulheres não conhecem a variedade de possibilidades de tratamentos para a região íntima, que podem ajudar tanto em casos de autoestima, quanto de saúde física.

“Quando comento que existe a possibilidade de clareamento das regiões escurecidas, muitas chegam a ficar surpresas. O procedimento de laser íntimo também está sendo um pouco mais procurado, acredito que seja pela divulgação maior dessa tecnologia”, finaliza a especialista.

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