Calvos ao redor do mundo podem ter uma nova esperança, graças a uma descoberta revolucionária feita por cientistas da Universidade de Manchester. Pesquisadores identificaram uma célula responsável por desligar e causar a morte dos folículos capilares em resposta ao estresse biológico.
Cientistas descobrem qual a principal causa da queda de cabelo, evitando que indivíduos fiquem calvos – Foto: Freepik/NDNovas esperanças para os calvos
A pesquisa, focada na “resposta integrada ao estresse”, revelou que esta função corporal, normalmente ativada durante infecções ou deficiências nutricionais, pode desregular-se e desencadear a morte das células do couro cabeludo de forma irreversível.
No entanto, os cientistas estão otimistas quanto à possibilidade de interromper esse processo com o desenvolvimento de medicamentos específicos.
Seguir“Esta resposta ao estresse pode estar implicada em vários distúrbios de queda de cabelo, incluindo a alopecia androgenética. Estamos incrivelmente esperançosos de que direcionar isso poderia levar a novos tratamentos”, afirma o autor do estudo, Dr. Talveen Purba.
Especialista estão estudando a possibilidade de criar um remédio contra a queda de cabelos – Foto: Freepik/ND“Uma reversão completa é improvável e provavelmente você não teria muita sorte tentando regenerar cabelo em pessoas que perderam completamente. Mas se você intervir enquanto estão perdendo ativamente, é possível que você possa interromper o processo”, afirmou Purba.
O autor do estudo afirma que agora estão concentrados em confirmar esses resultados em estudos com seres humanos, na esperança de encontrar maneiras eficazes de controlar a resposta biológica para prevenir a perda de cabelo.
Queda de cabelo é um problema global
A calvície padrão afeta aproximadamente 85% dos homens aos 50 anos e metade das mulheres aos 70 anos no Reino Unido. No Brasil, segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), estima-se que 42 milhões de brasileiros sofrem com queda de cabelo.
Grande parte da população mundial sofre com a calvície – Foto: Unsplash/Divulgação/NDOs próximos passos da pesquisa envolvem testes clínicos para confirmar a eficácia dos potenciais tratamentos e investigar a viabilidade de intervenções durante estágios iniciais da perda de cabelo.