Pela sétima vez, a Lagoa do Peri, em Florianópolis, obteve o selo Bandeira Azul, certificação internacional que, no Brasil, é operada pelo IAR (Instituto Ambientes em Rede).
Lagoa do Peri é a única praia com selo Bandeira Azul em Florianopolis – Foto: Leo Munhoz/NDNa temporada passada, o local não obteve a bandeira por dificuldades relacionadas à pandemia. Para registrar a conquista, a Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis), realizou, ontem, a cerimônia de hasteamento da Bandeira Azul.
Santa Catarina é o Estado com mais praias com bandeiras azuis do Brasil. Dos 40 pontos mapeados – 29 praias e 11 marinas, 18 são catarinenses. O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, destacou que a certificação é muito importante para o município, porque representa que são respeitadas todas as características de sustentabilidade.
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Quem entra na Lagoa do Peri, entra numa praia Bandeira Azul – Foto: Leo Munhoz/ND“Temos água limpa, educação ambiental, acessibilidade e tudo isso num ambiente bacana de uma unidade de conservação. Fica o convite para quem não conhece a Lagoa do Peri, que visite o local e confira, de perto, uma praia Bandeira Azul”, afirmou Topázio.
Superintendente da Floram, Beatriz Kowalski ressaltou que, para a prefeitura, a retomada do selo no Peri é grande orgulho, pois reflete o cuidado da gestão com o ambiente.
hasteamento da bandeira teve a presença do prefeito Topázio Neto – Foto: Leo Munhoz/ND“Essa praia conta com critérios adequados de acessibilidade, banheiros públicos, educação ambiental e especialmente a qualidade da água. É uma felicidade voltar a contar com esse reconhecimento”, ressaltou Beatriz.
A Lagoa do Peri é a única praia de Florianópolis com o selo, porém, conforme a superintendente, a cidade quer expandir o número.
A solenidade também foi marcada pela instalação de quatro contentores no local com a temática ambiental, para recolhimento de recicláveis secos, como embalagens e utensílios de papel, papelão, metal, vidro, plástico e isopor.
“As pessoas que frequentam a Lagoa do Peri podem depositar os resíduos que serão levados para reciclagem. Estamos cada vez mais rumo à Floripa Lixo Zero”, pontuou Beatriz.
Jurerê Internacional foi a primeira
O diretor-presidente do IAR, Ricardo Cerruti Oehling, destacou que a certificação Bandeira Azul é internacional, tem 35 anos e está em 77 países. No Brasil, Jurerê Internacional foi a primeira praia a receber o selo, em 2008.
Ricardo Cerruti Oehling é diretor presidente do IAR – Foto: Leo Munhoz/ND“Iniciamos o processo aqui, em 2005, e é uma luta constante. Países como Portugal e Espanha, que têm costas bem menores no comparativo com o Brasil, conquistaram muito mais bandeiras, porque muitos critérios têm uma cultura de gestão europeia”, explicou.
Ainda conforme Oehling, embora o Brasil tenha um imenso litoral, há desafios como áreas que não são licenciadas ou invasões em praias, fatores que impedem o país de ter um número mais expressivo de bandeiras azuis.
“Consideramos praias e marinas. Mas como o programa está se tornando mais visível e as pessoas percebendo o benefício, a tendência é aumentar. O Bandeira Azul é vantajoso não só na parte sustentável, mas para o turismo, a economia e para a mudança de comportamento do usuário”, ressaltou Oehling.
Ele disse também que as praias com o selo passam a ser frequentadas por muito mais famílias com crianças, porque têm infraestrutura, segurança, qualidade de água, gestão ambiental e promovem, no município, atividades de educação ambiental.
Coletores de lixo seco reciclável devem ajudar Peri a manter o selo Bandeira Azul – Foto: Leo Munhoz/NDPara receber a certificação, os locais precisam atender a 34 critérios. Se algum deixa de ser atendido, a bandeira é baixada e o município tem um prazo para informar a população e resolver a pendência. Depois, a bandeira volta ao local.
Conforme o técnico em enfermagem Josias Fernandes de Souza, 47 anos, a Bandeira Azul está no lugar certo. Morador do bairro Carianos, na Capital, ele é frequentador assíduo do Peri, onde esteve ontem com a mulher, Adriana Selva, 35 anos, a enteada, Letícia, e a filha, Joana.
Leticia, Adriana e Josias em mais um dia feliz na Lagoa do Peri – Foto: Leo Munhoz/ND“São diversos diferenciais aqui: segurança, ambiente bonito, boa estrutura, o parque, a área verde e a sombra. Uma logística excelente para passar o dia. A água também é muito boa. Sempre que a gente pode, está aqui”, destacou.