O cérebro entende o que as palavras não dizem

Você já esteve em estabelecimentos onde não se sentiu bem? Tudo isso acontece porque o nosso cérebro está exercendo a sua maior função: a de nos manter vivos

Renata Pegoraro Florianópolis

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Você já esteve em estabelecimentos onde não se sentiu bem? Talvez seja pelo atendimento, pela organização das mercadorias, pelo cheiro ou pelas luzes do ambiente. Ou talvez, até hoje você não consiga explicar o motivo, mas parece que o “santo não bateu”. Isso também ocorre quando o assunto são pessoas, seja pela forma como elas se comportam ou pelo tom de voz que utilizam.

O cérebro entende o que as palavras não dizem – Foto: Reprodução/Pixabay/NDO cérebro entende o que as palavras não dizem – Foto: Reprodução/Pixabay/ND

Às vezes a conexão é instantânea, outras vezes ela nunca existirá. Mas por que temos essas reações? Tudo isso acontece porque o nosso cérebro está exercendo a sua maior função (a de nos manter vivos), e neste momento ele está nos alertando que há algo de errado nessa comunicação, e que de alguma forma, corremos perigo.

Diversos são os estudos da PNL (Programação Neurolinguística) comprovando que o cérebro humano é especialista em identificar o que é incongruente na comunicação, seja ela verbal ou não-verbal. Logo, podemos afirmar que o nosso cérebro percebe o que as palavras não dizem!

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Pesquisas apontam que precisamos de frações de segundos para formar uma opinião sobre alguém ou sobre algum fato, e fazemos isso de forma inconsciente, analisando as micro expressões, a alteração da coloração da pele, os batimentos cardíacos, a entonação da voz… Diante dessa informação, passamos para o próximo ponto.

É sabido que uma das melhores técnicas de vendas aplicadas pelas equipes comerciais, é a “crença no produto ou na empresa”. Antes de utilizar qualquer técnica de persuasão, o vendedor precisa acreditar no produto.

Inclusive, alguns treinamentos sugerem: “só venda aquilo que você compraria”. Também é comprovado que equipes que confiam no produto, vendem muito mais. Ou seja, se a sua comunicação verbal é “incongruente” com o produto que você oferece, a venda não acontece.

Mas como adaptar todas essas informações ao seu nicho para ter melhores resultados? Perceba que você é o seu maior outdoor e se questione: No que eu acredito? Pelo que eu luto? Quais são as promessas que eu cumpro e os resultados que entrego? Eles estão congruentes com os meus valores, princípios e propósitos?

Um exemplo de empresa que aplica muito bem o princípio da congruência em todos os seus processos é a Natura, que defende a Sustentabilidade. Em seu site, há uma aba chamada “Cadeia de Valor”, onde a própria Natura explica: “Desde a extração das matérias-primas até o descarte das embalagens pós-uso, conciliamos objetivos ambientais, sociais e humanos com os objetivos de negócios.”

Exemplificando através de dados da própria Empresa, da captação da matéria-prima ao desenvolvimento do produto, ela explica que “cerca de 84% das fórmulas são veganas e os produtos são 93% de origem natural”, além disso as embalagens são produzidas com materiais renováveis e/ou reciclados.

Você estaria disposto a tirar produtos do Mercado, atrasar lançamentos, revera comunicação, em nome de um princípio que você e a sua Marca acreditam? Por isso o processo de Branding é tão importante.

Além disso, o cérebro dos nossos clientes, parceiros e colaboradores está o tempo todo avaliando o que é falso e o que é verdadeiro, mesmo que inconscientemente. Então a sua expressão facial, tom de voz, o seu marketing, as suas redes sociais, o atendimento do comercial, o pós-venda e absolutamente tudo está interferindo na decisão dessas pessoas.

Alinhar essa comunicação é prever quais sensações, conexões e ações a sua marca vai gerar. Desejo que você utilize essas informações com sabedoria e melhore os seus resultados.