Não é novidade que alimentos ultra processados e com pouca – ou nenhuma – semelhança com alimentos integrais e naturais presentes na dieta, são prejudiciais à saúde.
Alimentos ultra processados aumentam as chances de doenças – Foto: Reprodução/Unsplash/NDSegundo a nutricionista Susie Burrell, não apenas uma alta ingestão desses alimentos aumenta o risco de desenvolver uma série de doenças relacionadas ao estilo de vida, mas também afetam negativamente a saúde do cérebro, o humor e o peso.
Especificamente, há também alguns ingredientes e substâncias químicas usados na fabricação desses alimentos que são conhecidos por terem sérias consequências para a saúde quando consumidos regularmente. Portanto, é melhor evitá-los ativamente na dieta.
SeguirVeja os alimentos para cortar da sua dieta:
Carnes processadas
A OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou as carnes processadas como carcinógenos do grupo 1, classificação usada para englobar produtos que possuem evidência científica suficiente com o aumento do risco de câncer.
Isso as coloca no mesmo patamar de carcinógenos conhecidos, como tabaco, amianto e fumaça de óleo diesel. São exemplos de carne processadas o salame, salsichas, presunto e bacon.
Há evidências científicas cada vez mais fortes mostrando que os nitratos usados para curar e conservar a carne causam danos à parede do sistema digestivo, aumentando o risco de desenvolver diversos tipos de câncer no intestino e estômago.
Adicionar adoçantes naturais na dieta são uma forma de obter o sabor doce em receitas sem fazer uso do açúcar comum – Foto: Freepik/Reprodução/NDAlimentos dietéticos
Há cerca de 40 anos, o adoçante artificial aspartame (aditivo 951) começou a ser amplamente utilizado em alimentos, como refrigerantes, para reduzir o teor de açúcar.
Embora os efeitos negativos desses adoçantes artificiais ainda sejam inconclusivos, estudos indicam que o uso frequente pode estar associado a problemas metabólicos e aumento do apetite.
Por isso, a mudança para alternativas naturais, como a estévia, é uma tendência crescente na indústria alimentícia, incentivada pela percepção de que adoçantes naturais têm menos impacto negativo na saúde.
Alimentos de preparo rápido
Macarrão instantâneo, massas e até arroz de pacote, de preparo rápido, podem conter micro plásticos transferidos da embalagem durante o aquecimento.
Essas substâncias já foram encontrados em tecidos humanos, incluindo pulmões, e podem afetar o microbiota intestinal e o sistema endócrino .
Segundo estudo da Universidade de Queensland, uma porção de comida instantâneo pode ter até 13mg de micro plásticos. Uma forma simples de minimizar a ingestão é evitar aquecer alimentos em recipientes plásticos.
Macarrão instantâneo pode ter micro plástico – Foto: Pixabay/Reprodução/NDSalgados de padaria
As gorduras trans, formadas durante o processamento de alimentos, são conhecidas por aumentar o risco de doenças cardíacas. Estudos mostram que elas elevam os níveis de LDL (o “mau” colesterol) e reduzem o HDL (o “bom” colesterol), contribuindo para problemas cardiovasculares graves.
No entanto, os fabricantes de alimentos não são obrigados a listar essas gorduras nos rótulos, o que significa que muitos produtos processados, como massas folhadas comerciais, tortas e enroladinhos, podem conter quantidades significativas de gorduras trans.
Produtos de confeitaria como rosquinhas e bolos com cobertura também são grandes fontes. Se você encontrar “margarina” ou “gordura vegetal” nos ingredientes, o alimento provavelmente contém gorduras trans, a menos que seja explicitamente rotulado como “livre de gorduras trans” .
Lanches saborizados
O glutamato monossódico (MSG), aditivo 621, é geralmente usado para realçar o sabor de lanches processados, como macarrão instantâneo e batatas fritas.
Embora o MSG ocorra naturalmente em alimentos como queijo e tomate, o aditivo artificial cria sabores intensos em alimentos que não possuem esses ingredientes naturais, o que pode levar uma dieta com grande número de lanches com baixo valor nutricional.
Estudos sugerem que o consumo elevado de MSG pode estar associado a dores de cabeça e outros sintomas em pessoas sensíveis, embora a maioria das pesquisas ainda não sejam conclusivas.