Você conhece algum casal em que a mulher é mais velha que o homem? Se sim, provavelmente já ouviu os parceiros reclamando sobre comentários maldosos em relação à diferença de idade. Esse preconceito tem nome: etarismo.
No caso das mulheres, a discriminação é ainda mais visível. Mas por que isso acontece? E como viver um relacionamento feliz e saudável sem se deixar afetar pelo preconceito? É o que os convidados do podcast aDiversa desta sexta-feira (30) vão discutir.
Convidados debatem os motivos que levam as mulheres a serem mais julgadas ao se relacionarem com homens mais novos – Foto: Divulgação/NDA atriz Dea Busato e o músico e compositor Francis Covatti compartilham a própria experiência no episódio: o casal tem 10 anos de diferença, ela mais velha que ele. Juntos eles formam a Banda Moksha.
SeguirTambém participam do podcast a psicóloga especialista em psicogenealogia Mônica da Silva Justino e a analista de redes sociais do Grupo ND Thainá Klock.
Por que as mulheres são mais julgadas?
“Mas como você está com um homem mais novo, ele poderia ser seu filho”.
Um preconceito disfarçado de piada escancara como a sociedade julga mais as mulheres do que os homens quando se fala de etarismo nos relacionamentos amorosos.
“Viemos de uma sociedade onde o tradicional é o homem ser mais velho que a mulher. Há ainda as cobranças estéticas: a mulher precisa parecer mais nova para estar com alguém jovem”, explica a psicóloga.
Mônica ressalta que o preconceito vem diminuindo com o passar dos anos, principalmente porque as pessoas estão alcançando idades mais avançadas e devem se permitir ter vários relacionamentos.
A ideia de que a mulher amadurece mais rápido e procura por homens mais velhos para se sentir com a ‘mentalidade compatível’ também é um fator que explica o preconceito. A psicóloga ainda alerta para os perigos de frases discriminatórias.
“Se a mulher não trabalha a autoestima e não tem certeza do que está sentindo, qualquer comentário fragiliza, ela perde a segurança para entrar em qualquer novo relacionamento”, ressalta.
Esquecendo a diferença
No caso de Dea e Francis não houve preconceito (pelo menos que eles saibam) em nenhuma esfera. Mas no início do relacionamento a atriz teve dificuldades para aceitar que poderia se dar bem com alguém mais novo.
“Eu não tinha essa experiência, porque sempre namorei homens mais velhos. O julgamento partiu de mim mesma”, lembra.
Para Francis, a diferença de idade nunca foi um fator importante, até porque os dois têm muito em comum. O casal namora há quatro anos e sempre contou com o apoio dos amigos e família.
“Minha bolha é um pouco fora da curva, tem a mente mais aberta, então nossa diferença de idade nunca foi questionada”, complementa Francis.
Sobre o podcast
O podcast aDiversa abre espaço para discussões pertinentes ao dia a dia das mulheres, com leveza, bom-humor e até polêmica. Os episódios apresentados por Luciana Barros vão ao ar todas as sextas-feiras, na página da Diversa+.