Primeira Campeã Mundial de Remo do Brasil, Fabiana Beltrame esteve nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, Pequim, em 2008 e Londres, em 2012. Mas foi nos clubes de remo da Avenida Beira-mar Norte, em Florianópolis, com a vista do mar para a cidade, que a manezinha viu, ainda na adolescência, uma forma de sentir prazer e bem-estar.
Já a fluminense Daniele Cunha, líder de vendas de uma marca de óleos essenciais, se mudou do Rio de Janeiro para Floripa e, durante a pandemia, passou a desbravar a nova cidade a bordo de uma bicicleta, seu meio de transporte oficial.
Daniele Cunha, Luciana Barros, Cris Nora, Fabiana Beltrame e Karlota Scotti no estúdio do podcast aDiversa – Foto: Thainá klock/NDCris Nora, outra manezinha apaixonada pela Ilha, é organizadora da feira de empoderamento feminino e consumo consciente Fatto a Femme. Ela enxergou nas ruas, praças e outros espaços públicos a oportunidade de enaltecer o trabalho de mulheres e mães empreendedoras da cidade.
Por fim, Karlota Scotti, turismóloga e CEO do Sítio Hortêncio, localizado no Sertão do Ribeirão, dá sequência ao legado da família e se dedica a alavancar o turismo rural e preservar as memórias de toda uma comunidade.
O que todas elas têm em comum é o amor por Florianópolis, que completa 350 anos nesta quinta-feira (23), e o propósito de inspirar pessoas a vivenciá-la mais intensamente. As convidadas contarão suas histórias no episódio do podcast aDiversa que vai ao ar na sexta-feira (24).
“Quando eu era adolescente, via as pessoas se exercitando na Beira-mar e aquilo me dava uma sensação tão boa, que resolvi investir no remo, um esporte até então muito masculino. Floripa foi a inspiração para a minha carreira”, diz Fabiana.
Cris acredita que energia boa é aquela que circula, por isso, vê nos espaços públicos da cidade um incentivo para que trabalhos sejam vistos e reconhecidos. “É um movimento que beneficia a todos. Quem produz e vende, quem compra, ou seja, a cidade como um todo”, diz.
Já Daniele, ao contar que faz tudo de bike, sempre ouve a pergunta: ‘mas como mulher você não tem medo?’. “Aí é que eu percebi que pedalar e conhecer os detalhes da cidade que não vemos do carro ou do ônibus pode estar inspirando mulheres a perderem o medo”, relata.
Karlota também enxerga uma mudança de perspectiva do público que frequenta o seu sítio. “Depois da pandemia, a procura por esse tipo de turismo aumentou, e a tendência veio para ficar. Tem famílias, casais e até mulheres que vão para o sítio acampar sozinhas”, finalizou.
Sobre o podcast:
O podcast aDiversa abre espaço para assuntos do dia a dia das mulheres. Os episódios apresentados por Luciana Barros vão ao ar todas as sextas-feiras, às 7h, na página da Diversa+.