Quantos quadradinhos de chocolate você pode comer por dia?

Descubra a quantos quadradinhos de chocolate você pode comer por dia sem prejudicar sua saúde. Veja os benefícios e riscos do chocolate amargo

Foto de Lídia Gabriella

Lídia Gabriella Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Já se perguntou quantos quadradinhos de chocolate você pode comer por dia? Apesar de ser uma sobremesa apreciada pelo sabor, o doce contém grandes quantidades de açúcar e lactose, o que pode torná-lo uma escolha menos recomendada, segundo a nutricionista Alexandra Tijoux.

Barras de chocolate dentro de baldeApesar de ser uma sobremesa apreciada pelo sabor, o doce contém grandes quantidades de açúcar e lactose – Foto: Canva/ND

Quantos quadradinhos de chocolate você pode comer por dia?

Devido ao excesso de açúcar e lactose, o consumo exagerado pode aumentar o risco de problemas cardíacos e diabetes, alerta a nutricionista. Por isso, ela recomenda ingerir entre 30 e 40 gramas por dia (o equivalente a uma barra pequena ou quatro quadradinhos), como a melhor escolha para equilibrar sabor e saúde.

Embora essas quantidades possam ser eficazes, a especialista sugere uma opção menos calórica e mais benéfica à saúde: o chocolate amargo. “Ele é altamente interessante devido ao alto teor de manteiga de cacau”, destaca. Apesar de muitos preferirem o chocolate ao leite, ela explica que quanto menor a proporção de cacau, menos aproveitamos seus benefícios, como ocorre no chocolate tradicional.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Benefícios do chocolate amargo

Alexandra aponta que o cacau presente no chocolate amargo é rico em polifenóis, especialmente flavonoides, compostos que beneficiam o sistema cardiovascular. “Os flavonoides melhoram a qualidade das artérias”, explica a nutricionista, resultando em uma circulação sanguínea mais eficiente.

Mulher com aparelho de pressão em braço com mão no rostoEstudos indicam que o consumo de cacau auxilia na regulação da hipertensão – Foto: Canva/ND

Estudos indicam que o consumo de cacau auxilia na regulação da hipertensão. Além disso, os polifenóis e flavonoides atuam como antioxidantes, protegendo o organismo contra radicais livres. “A ingestão de antioxidantes na dieta ajuda a limitar a acumulação de radicais livres, moléculas que aceleram o envelhecimento celular”, ressalta Alexandra.

O chocolate amargo também é fonte de diversos oligoelementos, como o magnésio. “A deficiência de magnésio é um problema comum em nossa sociedade estressada”, observa a especialista. O magnésio atua como um relaxante muscular, auxiliando na redução do estresse. “Quando estamos sob estresse, perdemos magnésio pela urina”, explica Tijoux, e o consumo desse doce pode ajudar a repor esse mineral.

Até onde o chocolate amargo pode ser saudável?

No entanto, é importante moderar a ingestão, pois o esse tipo de sobremesa é ligeiramente mais calórico devido ao maior teor de gorduras (“lipídios” nos rótulos).

Embora essas sejam gorduras consideradas “boas” para a saúde, elas são mais calóricas que o açúcar. Portanto, a recomendação é limitar o consumo a dois quadrados de chocolate amargo por dia.

Tipos de chocolate

Vários tipos de de chocolate Esse doce é um produto derivado do cacau e apresenta diversas variações – Foto: Canva/ND

O chocolate é um produto derivado do cacau e apresenta diversas variações, entre as quais se destacam:

  • Chocolate amargo: contém uma alta porcentagem de cacau (geralmente acima de 50%) e possui pouco ou nenhum açúcar adicionado. É conhecido por seu sabor intenso e amargo.
  • Chocolate ao leite: apresenta uma menor quantidade de massa de cacau (menos de 25%), sendo adicionado de leite em pó ou condensado e açúcar, resultando em um sabor mais suave e doce.
  • Chocolate branco: não contém massa de cacau, sendo composto por manteiga de cacau, açúcar e leite, o que lhe confere uma coloração clara e um sabor mais doce.

Riscos do consumo excessivo

Embora o esse doce possa oferecer benefícios à saúde, o consumo excessivo pode acarretar efeitos negativos, tais como:

  • Aumento de peso e obesidade: devido ao seu elevado teor calórico e de gorduras, o consumo exagerado pode contribuir para o ganho de peso.
  • Problemas cardiovasculares: a ingestão excessiva de gorduras saturadas presentes no doce pode elevar os níveis de colesterol LDL, aumentando o risco de doenças cardíacas.
  • Distúrbios gastrointestinais: o consumo em grandes quantidades pode sobrecarregar o fígado e causar sintomas como dores abdominais, diarreia e indisposição.

Qualidade do chocolate: dicas de escolha

Segundo a nutricionista, para selecionar um chocolate de boa qualidade, considere as seguintes orientações:

  • Teor de cacau: opte por aqueles com alto percentual de cacau (preferencialmente acima de 70%), pois tendem a conter menos açúcar e mais antioxidantes benéficos.
  • Lista de ingredientes: verifique se os primeiros ingredientes são massa ou manteiga de cacau, indicando uma maior concentração do fruto. Evite produtos que listem açúcar como o primeiro componente ou que contenham gorduras hidrogenadas e aditivos artificiais.
  • Processo de fabricação: tipos que passam por menos processos de refinamento geralmente preservam melhor os nutrientes do cacau.

Por isso, ao consumir chocolate, a moderação é fundamental para aproveitar seus benefícios sem incorrer nos riscos associados ao excesso.

Imagem de vários tipos de chocolatePara selecionar um chocolate de boa qualidade, considere as seguintes orientações – Foto: Canva/ND

Tópicos relacionados