S.O.S Colágeno! As técnicas que funcionam para aumentar a firmeza da pele e diminuir as rugas

O colágeno é produzido a partir de aminoácidos ingeridos pela dieta. Sua matéria-prima são as proteínas, principalmente de origem animal, associadas ao consumo de fontes de vitamina C

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Luciana Pereira Florianópolis

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O colágeno é uma proteína estrutural presente no corpo humano, sendo um componente importante da pele, ossos, cartilagens, tendões e outros tecidos. Atua proporcionando resistência e elasticidade a esses tecidos, contribuindo para a firmeza da pele e a sustentação dos órgãos.

“Geralmente, a produção natural de colágeno começa a diminuir com o envelhecimento, por volta dos 25 anos. No entanto, a suplementação pode ser considerada em idades mais avançadas, observando sinais de perda de elasticidade na pele e articulações”, explica a a enfermeira com especialização em harmonização facial, corporal e fios de PDO Jaqueline Souza de Moraes, da Quilates Estética Avançada, em Florianópolis.

Colágeno pode ser estimulado por diferentes técnicas Colágeno pode ser estimulado por meio de diferentes técnicas – Foto: Pexels ND

De acordo com a Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), há mais de 27 tipos de colágeno no organismo. Os mais comuns são:

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Tipo I – Abundante em locais que resistem à grandes tensões, a exemplo de tendões, derme, ossos e córneas;

Tipo II – Presente em áreas que resistem à grandes pressões, como olhos e cartilagens;

Tipo III – Encontrado no tecido conjuntivo frouxo, nos vasos sanguíneos, nos pulmões, nos músculos, nos intestinos, no fígado e no útero.

O colágeno é produzido a partir de aminoácidos ingeridos pela dieta. Sua matéria-prima são as proteínas, principalmente de origem animal, associadas ao consumo de fontes de vitamina C.

Métodos para estimular a produção de colágeno

Os métodos injetáveis e não injetáveis de estimulação de colágeno podem ter eficácias diferentes dependendo do objetivo. Os métodos injetáveis, como bioestimuladores injetáveis, são mais direcionados e geralmente oferecem resultados mais imediatos.

Os métodos não injetáveis, como dermocosméticos, radiofrequência e plasma frio, podem ser menos invasivos, mas podem requerer mais tempo e tratamentos para alcançar resultados comparáveis.

“A eficácia dos estimuladores de colágeno pode variar, e cada um atua de maneira diferente”, explica Jaqueline. Veja e compare os métodos:

Dermocosméticos: produtos com vitamina C, silício e outros ingredientes podem ajudar a estimular a produção de colágeno e melhorar a qualidade da pele. A eficácia depende da concentração e do uso consistente.

Bioestimuladores injetáveis: são substâncias injetadas na pele para estimular a produção de colágeno. Podem proporcionar resultados notáveis, mas a eficácia varia com o tipo de produto e a técnica utilizada.

Radiofrequência: esta técnica utiliza calor para estimular a produção de colágeno na pele. Pode ser eficaz para melhorar a firmeza da pele e reduzir rugas, com resultados que se acumulam ao longo do tempo.

Plasma frio: O plasma frio é uma técnica que utiliza o frio extremo para estimular o colágeno e melhorar a textura da pele. A eficácia pode variar de pessoa para pessoa.

Suplementos: suplementos de colágeno podem ajudar a manter a saúde da pele e articulações, mas sua eficácia depende da qualidade do produto e da capacidade do organismo em absorver o colágeno ingerido.

Fios de PDO: Os fios de polidioxanona (PDO) são inseridos na pele para levantar e rejuvenescer. Eles estimulam a produção de colágeno no local da aplicação, proporcionando resultados temporários de lifting. É importante consultar um profissional qualificado especialista em estética  para determinar qual método é mais adequado às suas necessidades e expectativas individuais.

Colágeno sem uso de injetáveis

Segundo a dermatologista Andrea Sampaio, é mais desafiador gerar estímulo de colágeno sem o uso de injetáveis.

“Quando há o uso de agulha ou cânulas, o médico consegue quebrar a barreira da pele e colocar os ativos direto na derme, onde moram os fibroblastos, que são as células que vão produzir colágeno. Quando não há a quebra dessa barreira, é preciso recorrer a outras tecnologias, como o Liftera, por exemplo, de ultrassom microfocado, em que há um grande estímulo de calor em uma camada mais profunda da pele”, explica.

Segundo a dermatologista, a técnica oferece rejuvenescimento, redução da flacidez e rugas, definição de ângulos, redução das pálpebras caídas e papada e ainda melhora na elasticidade da pele.

“Proporciona mais ergonomia ao tratamento, permitindo que o dermatologista tenha mais precisão na aplicação e, consequentemente, melhores resultados”, detalha.

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