Após ouro, Hebert Conceição diz que foi para o ‘tudo ou nada’ no último round

Brasileiro perdeu os dois primeiros rounds, mas conseguiu nocauterar o adversário no último e decisivo assalto

Foto de Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo Tóquio

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O choro descontrolado e o beijo emocionado na medalha de ouro no pódio de Tóquio representaram toda a tensão sofrida pelo boxeador Hebert Conceição na final da categoria dos pesos médios do boxe nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Visivelmente emocionado, Hebert Conceição recebe a medalha de ouro – Foto: Wander Roberto/COBVisivelmente emocionado, Hebert Conceição recebe a medalha de ouro – Foto: Wander Roberto/COB

Ele venceu o ucraniano Oleksabdr Khyzhniak por nocaute técnica, a 1min29 do terceiro assalto, após acertar um gancho de esquerda. Em entrevista, o brasileiro revelou sua estratégia para buscar o ouro, mesmo após ter perdidos os dois primeiros rounds.

“Eu tinha perdido dois rounds, tinha mais um, apesar de a pontuação ser adversa eu sabia que em 3 minutos dava para reverter com um nocaute. Se vocês perceberam no começo do round eu já fui para uma luta franca e falei, ‘se tomar nocaute aqui não interessa, estou perdido, agora eu vou buscar o meu'”, revela o boxeador.

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“Sabia que na troca de golpes era loteria. Consegui conectar um bom cruzado, que eu treino muito também quando estou simulando situações de troca de golpes. Eu não sou nocauteador, sou mais estiloso. Mas também tem que treinar golpes encaixados para em situações como essa ter outras armas e outros planos para poder executar na hora. Acreditei até o fim e o nocaute veio. Essa medalha de ouro é para o Brasil”, disse o atleta, de 23 anos, que estava atrás na opinião dos cinco jurados após os dois primeiros rounds por 20 a 18.

Baiano, de 23 anos, Hebert também falou da emoção ao receber a medalha. “Difícil falar a sensação, é incrível, uma emoção muito grande, senti e energia de todo mundo que estava torcendo. Eu pensei durante os rounds que tinha muita gente mandando energia por esse nocaute. Eu acreditei que eu podia e que bom que aconteceu, eu fui premiado e a gente merece.”

O brasileiro também elogiou o adversário. “O atleta que eu enfrentei tem um jogo difícil de trabalhar, é um cara muito forte, intenso, é espetacular a forma física com que ele sempre se apresenta nas lutas. É um lutador incrível, respeito muito. Mas eu sabia da minha capacidade também. Treinei muito, levei muito a sério todo trabalho que foi passado durante o ciclo, durante toda minha iniciativa desde que comecei no boxe”

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