Hebert Conceição vence e garante ao menos o bronze no boxe em Tóquio

Ele derrotou Abilkhan Amankul, do Cazaquistão, neste domingo (1º); Na modalidade, não há disputa de bronze, pois os dois derrotados na semifinal sobem no pódio

Foto de Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo Tóquio

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O brasileiro Hebert Conceição garantiu ao menos uma medalha de bronze para o país no boxe, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Ele derrotou Abilkhan Amankul, do Cazaquistão, por pontos, em duelo válido pela categoria dos médios (até 75 kg), no início da manhã deste domingo (1º).

Hebert Conceição garante ao menos o bronze para o Brasil – Foto: Julio César Guimarães/COBHebert Conceição garante ao menos o bronze para o Brasil – Foto: Julio César Guimarães/COB

Na modalidade, não há disputa de bronze, pois os dois derrotados na semifinal sobem no pódio.

A decisão dos jurados foi dividida: três apontaram o brasileiro como vencedor (29 a 28 duas vezes e 30 a 27), enquanto dois viram o representante casaque como o ganhador (29 a 28 em ambos).

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O adversário do brasileiro na luta pela vaga na final olímpica, quinta-feira, será o russo Gleb Bakshi, atual campeão mundial, que eliminou o haitiano Darrelle Valsaint, por pontos, em decisão unânime.

Esta é a sétima medalha do boxe brasileiro em olimpíadas. Servílio de Oliveira foi bronze no México-1968, depois Esquiva Falcão, Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo subiram no pódio em Londres-2012. Robson Conceição foi campeão na Rio-2016. Em Tóquio, o peso pesado Abner Teixeira também já tem bronze e vai lutar a semifinal.

Como se esperava, o duelo foi duríssimo. Hebert, mais uma vez, se posicionou no contra-ataque e precisou de muita esquiva e defesa para se proteger do intenso ataque do adversário.

Os três rounds tiveram panorama semelhante, com Hebert muito preciso nos ganchos e cruzados. Aos poucos, o brasileiro conseguiu diminuir um pouco o ritmo do rival e passou a dominar a luta, mas sempre com o assédio perigoso do Casaque.

Nos minutos finais, o adversário foi melhor e até venceu o terceiro assalto para dois jurados, mas não foi suficiente para tirar a vitória do brasileiro.

“Sensação incrível escrever o meu nome na história do esporte brasileiro como medalhista olímpico, eu que sempre sonhei quando comecei no esporte, no boxe em 2013. Fico muito feliz e agradeço a todas as pessoas que fizeram parte disso, apesar de eu lutar sozinho no ringue, essa medalha tem muita gente que trabalha comigo. Manter o foco porque ainda faltam duas lutas”, afirmou o brasileiro, após a vitória.

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