Câmbio automático: 5 segredos da função ‘N’ que nunca te ensinaram na autoescola

Carros com câmbio automático representam mais da metade dos veículos novos vendidos no Brasil

Foto de Bruno Benetti

Bruno Benetti Florianópolis

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Os câmbios automáticos representam mais da metade dos carros novos vendidos no Brasil. Mesmo sendo mais simples de dirigir, eles exigem alguma dose de experiência e conhecimento para que sejam operados da maneira correta.

Porém, existem algumas dicas que provavelmente ninguém aprendeu na autoescola, mas que fazem toda a diferença no dia a dia.

Câmbio automático mostrando as siglas de cada funçãoManejar o câmbio automático dos carros exige conhecimento de como operá-lo e experiência para utilizá-lo – Foto: Pixabay

São cinco alertas de que algo não vai bem no câmbio automático. Vale a pena visitar um mecânico de confiança o quanto antes.

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Você sabe qual a função do “N” no câmbio automático?

1) Usar o neutro apenas para reboque

Diferente de carros com câmbio manual, a função “N” deve ser acionada ao parar em um semáforo. Nos carros automáticos, essa função correspondente ao ponto-morto foi criada para situações de manutenção.

Por exemplo, quando é necessário rebocar o veículo ou movimentá-lo com o motor desligado, liberando as rodas que tracionam o veículo.

E quando o sinal abrir?

Enquanto aguarda o sinal abrir, deve-se manter na posição “D” com o pé no freio, pois isso faz com que o sistema hidráulico fique pressurizado e permite arrancar com mais rapidez.

Alguns veículos trazem uma tecnologia que desacopla automaticamente o câmbio, inclusive com o carro em movimento para poupar combustível.

2) Nunca mexer na alavanca com o carro em movimento

Ao fazer a manobra com pressa, é comum o condutor selecionar a opção “R” (ré) com o carro ainda se movimentando para frente.

Câmbio automático mostrando as siglas das funções P, R, N, D e MA função “N” do câmbio automático é utilizada quando é preciso rebocar o veículo ou movimentá-lo com motor desligado – Foto: Pixabay

Ou então acionar “P” (estacionamento), que trava as rodas antes de o carro parar completamente.

Mesmo em velocidade baixa, esses procedimentos danificam os componentes da transmissão automática, como as engrenagens.

3) Não tentar fazer o motor pegar no “tranco”

Existem alguns carros automáticos que também podem pegar no “tranco”, porém a prática deve ser evitada.

Caso o carro não esteja pegando, por causa da bateria arriada, posicione o seletor em “N” do câmbio automático e coloque em “D” ou “2”, quando o veículo estiver a uma velocidade de aproximadamente 20 km/h. Dessa forma, o motor deve ligar.

Motor de câmbio automáticoCâmbio automático pode ser prejudicado por “trancos” do motor – Foto: Pixabay

Esse “tranco” força os componentes, por isso, caso a bateria descarregar, o recomendado é fazer a ‘chupeta’ ou recarregá-la utilizando um aparelho específico.

Caso a bateria já não retiver a carga, é necessário trocá-la por uma nova.

4) Segurar o carro sem freio em descidas é “barbeiragem”

Utilizar a marcha lenta ou a aceleração para ‘segurar’ o carro em uma ladeira esquenta o óleo da transmissão e também aumenta o consumo de combustível sem necessidade.

É recomendável manter o pé no freio sempre que o carro estiver parado como em semáforos, independente da inclinação da via.

Dessa maneira, o conversor de torque é desacoplado e o motor fica livre, sem gastar combustível.

5) “Trancos” nas trocas de marchas significa problema

Os trancos nas trocas de marchas do câmbio automático são sinais de alerta para lubrificar as engrenagens e outras peças.

As especificações e prazos para troca de fluido são indicados no manual do proprietário e devem ser respeitados.

O serviço, inclusive, pode ser antecipado, dependendo das condições de uso do automóvel. Pode haver vazamentos ou o óleo receber alguma contaminação por agentes externos, o que reduz a sua eficiência.

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