O fim de uma era? Saiba qual será o destino do papamóvel de Francisco

O papamóvel de Francisco será usado para realizar um dos últimos desejos de Jorge Bergoglio

Foto de Yasmin Mior

Yasmin Mior Florianópolis

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Papamóvel de Francisco sendo dirigido pelas ruas do Vaticano diante de milhares de fiéisFrancisco utilizava seu papamóvel em eventos oficiais da Igreja Católica – Foto: www.vatican.va/Divulgação/ND

O papamóvel de Francisco continuará sendo símbolo de seu legado de compaixão e serviço. Segundo o Vatican News, um dos últimos pedidos do Papa foi que o veículo com o qual ele saudava milhões de fiéis fosse convertido em uma unidade móvel de saúde para ajudar crianças em Gaza.

Em seus últimos meses de vida, ele confiou a iniciativa à Caritas Jerusalém, buscando responder à crise humanitária. “Crianças não são números. São rostos. Nomes. Histórias. E cada uma delas é sagrada”, dizia o pontífice. Suas palavras, agora, tornam-se ações, confirma o Vaticano.

No papamóvel de Francisco foram instalados diversos equipamentos para exames, diagnósticos, tratamento de patologias, incluindo testes rápidos de infecção, instrumentos para diagnosticar enfermidades, vacinas, kits de sutura e outros suprimentos vitais.

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O veículo também contará com médicos e profissionais de saúde e, quando o acesso humanitário à Faixa de Gaza for restabelecido, chegará às crianças mais isoladas do território. “Este veículo representa o amor, o cuidado e a proximidade de Sua Santidade aos mais vulneráveis”.

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A frase foi dita por Anton Asfar, secretário-geral da Caritas Jerusalém. Já Peter Brune, secretário-geral da Caritas Suécia, reforçou: “Não é apenas um veículo. É uma mensagem de que o mundo não se esqueceu das crianças de Gaza”. “Esta é uma intervenção concreta e que salva vidas”, afirmou.

Quando terá início o conclave, ritual que definirá o sucessor de Francisco?

Nesta quarta-feira (7), os cardeais da Igreja se reúnem para decidir o novo líder dos cerca de 1,4 bilhão de católicos ao redor do mundo. A escolha do novo papa ocorrerá na Capela Sistina, localizada no Vaticano, onde 133 cardeais de todos os continentes estarão temporariamente “presos”.

As discussões entre eles e as votações serão feitas de maneira secreta, longe dos olhos do públicos – para que não haja interferências externas na eleição. Para ser eleito, o candidato precisa somar dois terços dos votos – no conclave atual, são 89 votos.