A catástrofe gaúcha e as novas prioridades

A dimensão gigantesca desta catástrofe gaúcha está a exigir uma detida avaliação de prioridades dos recursos da União

Receba as principais notícias no WhatsApp

O que vem ocorrendo no Rio Grande do Sul, nesta calamitosa situação, está a exigir mais do que a positiva união de esforços de órgãos públicos, empresários, entidades profissionais e lideranças políticas.

A dimensão gigantesca desta catástrofe está a exigir uma detida avaliação de prioridades dos recursos da União para viabilizar imediata assistência às milhares de vítimas e um ousado projeto de reconstrução.

Imagens de satélite mostram antes e durante enchente em Porto Alegre – Foto: Vinícius Catto de Cardia/NDImagens de satélite mostram antes e durante enchente em Porto Alegre – Foto: Vinícius Catto de Cardia/ND

Por todos os dados já conhecidos, pelos relatórios assustadores e pelos monumentais prejuízos, o que ocorre no Rio Grande do Sul terá repercussão em todo Brasil, também pelos impactos econômicos na agricultura, no comércio e em todo o setor produtivo.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

É fundamental que as autoridades, os parlamentares e os políticos, nos três níveis e em todos os poderes, façam um esforço de redução de suas despesas, canalizando as economias para o Sul do Brasil.

A catástrofe gaúcha e as novas prioridadesBombeiros de Santa Catarina prestam apoio às vítimas do RS – Foto: Divulgação/CBMSC/ND

Vários deputados federais estão propondo redução do Fundo Eleitoral em 50% para destinação à assistência humana e material. E por que não 100% do extravagante fundo de 4,9 bilhões de reais?

A eleição municipal deveria ser patrocinada pelos próprios candidatos, sem recorrerem aos recursos públicos. Um patrocínio, aliás, que não faz nenhum sentido nem para os demais cargos. Quem quiser concorrer que pague as despesas ou realiza eventos para angariar recursos.

Números da catástrofe gaúcha são assustadores

Afinal, os números do dilúvio gaúcho são assombrosos. Os últimos relatos indicam mais de 75 mortes, 100 desaparecidos, 15.000 vivendo em abrigos, 80.000 desalojados e mais de 750.000 atingidos.

Últimos relatos indicam mais de 75 mortes – Foto: Reprodução/Diego Vara/ReutersÚltimos relatos indicam mais de 75 mortes – Foto: Reprodução/Diego Vara/Reuters

Medidas desburocratizantes são urgentes. Criar um grupo de reconstrução no Poder Executivo Gaúcho é indispensável, evitando a retórica de líderes que buscam vitrines oportunistas.

Fundamental que toda a sociedade seja inteirada dessa desgraça que enluta o povo gaúcho para que a assistência seja real e imediata.