A popularidade de Miguel Livramento

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Impressionante a repercussão do falecimento do cronista esportivo Miguel Livramento, alvo de incontáveis homenagens no velório realizado na Igreja de Biguaçu e, sobretudo, nas milhares de mensagens veiculadas nas redes sociais.

Miguelzinho merecia estar vivo para testemunhar este singular carinho da torcida e os tributos que lhe dedicaram seus colegas de imprensa, os dirigentes dos clubes profissionais, as autoridades em geral e as lideranças comunitárias e políticas. Um justo reconhecimento, sem dúvida, a um profissional simples, humilde, amável e com grande comunicação com o público.

Miguel era um manezinho de raiz. Espontâneo, irônico, bem humorado, talentoso, acidez na crítica justa e generosidade no elogio justificado, conquistou a audiência por sua autenticidade.

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Miguel Livramento morre aos 81 anos, em Florianópolis – Foto: Reprodução/Internet/NDMiguel Livramento morre aos 81 anos, em Florianópolis – Foto: Reprodução/Internet/ND

Os depoimentos de colegas, amigos e autoridades após a missa em sua terra natal representaram o aplauso geral de despedida por sua brilhante trajetória na crônica especializada de Santa Catarina.

O maior ícone da imprensa esportiva, Roberto Alves, foi o amigo que mais conviveu com o saudoso colega. No rádio e na TV foram mais de 30 anos. Na relação social, mais que cinco décadas. Era um coleguismo familiar, sólido e permanente, de encontros periódicos de boas conversas.

Eis aí um salutar convívio profissional de passado recente. E que desapareceu com o advento dos meios digitais, o fim barulhento das ágeis redações, a restrita presença nas ruas e os encontros de amizade pessoal e familiar fora do trabalho.

A superlativa reverência póstuma a Miguel Livramento enseja a repetição de uma máxima. Homenagens devem ser prestadas em vida!