Ela dormia com os filhos quando foi atacada. Há exato um ano, Luana Angélica dos Santos, à época com 28 anos, sofreu abuso sexual, teve o nariz quebrado, a costela e a clavícula quebradas, quatro pontos após levar uma facada no peito, risco de sangramento no baço e um trauma que não se apaga. Ela teve a casa invadida, na noite do 02/02/2022, por um homem que não conhecia e estava sob efeito de drogas.
Luana Angélica dos Santos – Foto: Reprodução vídeo/Divulgação/NDFoi uma verdadeira sessão de tortura, que quase tirou a vida de Luana. “Achei que ia morrer.”
Ela lembra que pegou uma faca para se defender, conseguiu sair de casa e pedir ajuda. Nisso, a polícia chegou porque Luana havia conseguido avisar a irmã pelo celular antes.
SeguirO agressor ficou sozinho na casa com os dois filhos de Luana. A polícia entrou em casa, deu tiros de borracha e, mesmo assim, ele não quis se entregar. O criminoso fugiu e a polícia conseguiu prender ele só duas quadras depois.
Luana foi socorrida, levada ao hospital onde ficou quatro dias. Não quis voltar para a mesma casa após o trauma, pois as marcas do espancamento e da violência psicológica duram até hoje.
Dias após o espancamento: dores físicas e emocionais. – Foto: Reprodução vídeo/Divulgação/NDEla recebeu ajuda de muita gente. A família, então, alugou outro imóvel e hoje tenta levar uma vida normal, porém, os impactos negativos permanecem.
Luana sofre de depressão, ansiedade e precisa tomar três tipos de remédios; além das dores físicas. O filho mais velho também se abalou e toma remédio.
O agressor continua preso e o julgamento do caso está marcado para acontecer dia 13 de abril deste ano.
“Ele já tem histórico de agressividade com os pais dele. É um homem violento, já respondia por estupro. Era usuário de crack. Inclusive, estava drogado quando invadiu minha casa. É maníaco, um psicopata, um risco para a sociedade. Ele saiu da prisão na saída temporária dois dias antes de invadir minha casa”, diz Luana
Luana clama que a Justiça seja feita. “Hoje tudo o que eu quero é segurança para todos, para as mulheres que são mães e têm filhos. Precisamos de um mundo mais seguro”, conclui.
*Com informações de Matheus Furlan, apresentador do Tribuna do Povo, da NDTV Record Joinville.