A advogada Romina Duque realizou o sonho de ser mãe ao conhecer o pequeno João Gustavo, que estava prestes a completar 7 anos, em 2020. “A adoção tardia mudou minha vida. Eu vejo muitas pessoas que pretendem ser mães voltadas a uma criança ideal, voltadas para aquele perfil idealizado e tradicional da maternidade, quando existem tantas outras modalidades de maternidade”, destacou ela.
‘Mudou minha vida’: Romina descreve experiência com adoção tardia – Foto: Arquivo pessoal/NDRomina e o filho participaram do SC no Ar desta quinta-feira (7), quando ela falou sobre a experiência com a adoção tardia: “A gente tem o hábito muito grande de achar que a criança mais velha vem com problema, vem com uma carga emocional muito grande. Eu tô aqui pra provar que isso não é a regra. Não é dessa forma. As crianças que são expostas a traumas vão reagir de acordo com a personalidade delas. Não é o tempo de exposição ao trauma que vai fazer com que a criança seja melhor ou pior.”
Cerca de 3 mil adolescentes e crianças a partir dos 6 anos de idade estão disponíveis para adoção no Brasil, segundo um levantamento do SNA (Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento). Quanto mais velhas, maior a dificuldade de encontrar uma família.
“Eles não vêm com problemas, eles vêm com a história deles. Nós também temos a nossa história e nossa história nem sempre é leve”, destacou Romina.
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