Alexandre de Moraes proíbe Roberto Jefferson de receber visita de advogados e familiares

OAB reagiu e solicitou reconsideração da decisão por violar a prerrogativa da advocacia

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O Conselho Federal da OAB ingressou com pedido de ajuste na decisão judicial que levou o ex-deputado federal Roberto Jefferson à prisão. O motivo é a  proibição do acesso do advogado do acusado ao estabelecimento prisional sem a prévia autorização do STF.

Roberto Jefferson foi preso neste domingo após resistir com tiros e uma granada  – Foto: PTB/Divulgação/NDRoberto Jefferson foi preso neste domingo após resistir com tiros e uma granada  – Foto: PTB/Divulgação/ND

“Ocorre que ao estabelecer a prisão cautelar do acusado, restou consignado na decisão que fica o denunciado proibido de conceder qualquer entrevista ou receber quaisquer visitas  no estabelecimento prisional, salvo mediante prévia autorização judicial por este Supremo Tribunal Federal, inclusive no que diz respeito líderes religiosos, familiares e advogados”, diz  um trecho do documento entregue nesta segunda-feira ao STF.

o ex-deputado federal Roberto Jefferson teve prisão domiciliar convertida em preventiva neste domingo. A decisão é do ministro Alexandre de Moraes, que alega descumprimento de cautelares determinadas por ocasião da autorização da prisão domiciliar.

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Jefferson foi indiciado pela Polícia Federal por quatro tentativas de homicídio já que atirou com um fuzil contra os agentes além de jogar uma granada. Dois dos quatro policiais que participaram da operação foram, feridos. Jefferson está no presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

No documento, integrantes  da OAB argumentam  que, mesmo levada em consideração a gravidade da situação,  a proibição de o acusado receber seus advogados viola a prerrogativa da advocacia e por isso, há necessidade de Reforma da decisão, garantindo ao acusado preso o acesso ao seu advogado.

“Neste sentido, ao observar que o acusado foi vedado manter contato com seu advogado sem autorização judicial essa entidade comparece a essa Suprema Corte para requerer que se restabeleça a ordem legal e constitucional”, jutifica o documento.

O pedido é assinado por  José Alberto Cabral, presidente  do Conselho federal da OAB; Ulisses dos Santos Procurador -geral do Conselho Federal da OAB e Ricardo Breier presidente da Comissão Nacional de Prerrogativas e valorização da Advocacia.

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