Figura histórica de Florianópolis, alfaiate João Bomfim Régis morre aos 86 anos

Um dos alfaiates mais tradicionais da Capital, João Bomfim Régis morreu neste sábado (12) vítima de um atropelamento; ele foi sepultado no Cemitério Municipal Itacorubi São Francisco de Assis

Redação ND Florianópolis

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Florianópolis perdeu uma de suas figuras mais emblemáticas na noite de sábado (12). O alfaiate João Régis Bomfim, de 86 anos, foi vítima de um atropelamento em Florianópolis. A informação foi confirmada ao ND+ pelo filho, Guilherme Régis. O sepultamento ocorreu na segunda-feira (14), no Cemitério Municipal Itacorubi São Francisco de Assis, na Capital.

Alfaiate João Bomfim Régis João Régis “costurou” uma trajetória repleta de histórias e memórias em Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/ND

“Meu pai recebeu homenagens que mostram como ele era especial para Florianópolis”, disse Guilherme, emocionado.

Em julho deste ano, João Bomfim Régis recebeu do Grupo ND uma placa de reconhecimento por sua relevante contribuição para a história e a cultura de Florianópolis dentro do projeto Floripa 350, que celebrou o 350º aniversário da Capital.

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João Bomfim Régis havia se aposentado recentemente. Ele chegou a trabalhar durante a pandemia, sem fechar seu tradicional salão na rua Arcipreste Paiva, onde atuava com o auxílio de uma costureira.

Grupo ND homenageou a trajetória de João Bomfim Régis em reportagem

Escrita por Paulo Clóvis Schmitz, uma matéria publicada no portal ND+ e no jornal Notícias do Dia de 29 de julho rememorou a trajetória do alfaiate.

Referência em todo o Estado, João Bomfim Régis foi quem confeccionou os ternos de posse dos governadores Colombo Salles, Antônio Carlos Konder Reis e Esperidião Amin.

“Ele é um saudosista alfaiate de primeira linha, fala com tristeza dos amigos que já se foram e, se admite a necessidade do progresso, seria capaz de voltar no tempo para recuperar a cidade dos bailes elegantes e dos bancários que usavam terno no trabalho”, narrou o jornalista Paulo Clóvis na reportagem.

Mas o alfaiate João Régis não se restringia à alta costura para as autoridades. Com mais de seis décadas de carreira, ele também confeccionou trajes para serventes, garçons, ascensoristas e faxineiros em toda Florianópolis e região.

Foi ele quem fez, por exemplo, os ternos dos funcionários do Tribunal de Justiça para o longínquo evento de inauguração do prédio em 1975. João Régis também assinou os trajes dos serventes do Instituto Estadual de Educação, numa época em que a vestimenta era obrigatória para os funcionários.

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