Nem sim, nem não. A transferência do Centro Pop, hoje ao lado da Rodoviária de Joinville, no Atiradores e Anita Garibaldi, para o bairro Bucarein mobilizou muitos moradores e comerciantes dos dois bairros. Mas não houve definição se a transferência irá acontecer.
Com o foco nos moradores do Bucarein, muitos estiveram para opinar e questionar. Entre a comunidade de hoje onde está a sede, a principal preocupação é com a segurança no entorno. Só na região onde se quer implantar o Centro Pop existem oito instituições de ensino próximas, o que preocupa pais e responsáveis.
Transferência de Centro Pop sem definição ainda. – Foto: DivulgaçãoA Secretária de Assistência Social, Fabiana Cardoso, fez um relato completo da função, como funciona hoje e como deve funcionar o local que serve de acolhimento às pessoas em situação de rua. Imigrantes, fuga de casa, ou mesmo em busca de uma vaga de trabalho que não existe. Essas são algumas das demandas de pessoas atendidas em Joinville.
SeguirA estimativa é que existam cerca de mil pessoas morando nas ruas da cidade. O primeiro passo segundo a secretária é não dar esmolas e contar com instituições que recebam e acolham as pessoas para dormir e outras necessidades pessoais.
No Centro Pop não haverá mais espaço para banho, mas sim, cadastramento e encaminhamento inicial como emprego, entre outras questões. Por isso, a intenção de colocar próximo a vários serviços de referência social ali, como o Restaurante Popular do Bucarein. Aliás, a intenção é que já em abril este espaço passe a funcionar todos os dias servindo as refeições.
Já se estuda também um convênio para ampliar vagas dos locais que servem de passagem aos moradores em situação de rua, como a Casa da Mãe Jacila que deve ampliar o número ofertado hoje. De modo geral, O modelo deverá ser como em Florianópolis, onde uma empresa terceirizada será contratada para banhos e outras necessidades.
Mesmo assim ainda é um assunto delicado, já que o quesito segurança pública ficou no ar, ou seja, como será administrado? Até porque é competência do estado e é preciso sim ter uma atenção a mais. Combate a furtos, roubos e até o tráfico de drogas.
O proponente dessa audiência pública foi o presidente da Câmara Maurício Peixer (PL), junto com a comissão de cidadania que avaliaram como um caminho ainda a ser discutido.
“Há uma esperança de que se melhore para tirar essas pessoas das ruas. Temos 30 dias agora para verificar como será ajustada essa situação junto com a secretaria”, explicou Peixer.