Aproximadamente 900 unidades consumidoras dos bairros São Judas e Dom Bosco, em Itajaí, ficaram sem energia elétrica na noite desta quinta-feira (1°). De acordo com alguns relatos, foram cerca de 30 minutos sem energia.
Segundo a Celesc, apesar dos questionamentos sobre um possível apagão na cidade, o que ocorreu “foi um problema pontual de tráfego que logo foi solucionado. O uso do termo apagão não foi correto”, destacou Pedro Molleri, diretor geral da Celesc em Itajaí.
Rua Hercílio Luz, em Itajaí – Foto: Bruno Golembiewski/Arquivo ND MaisMuitas pessoas chegaram a afirmar que cerca de 7 mil unidades consumidoras ficaram sem energia, porém de acordo com Pedro, esse dado não é correto. “O número que estava na tela foi porque tivemos algumas obras ao longo do dia que não foram retiradas do sistema”, disse.
SeguirAumento de tarifa
A bandeira tarifária vermelha patamar 2 começou a ser cobrada nesta quinta-feira (1º) e terá um custo adicional 52% superior ao cobrado nas tarifas de junho. O peso no bolso das famílias será sentido pelas coletas realizadas neste mês e sinalizadas nos boletos que vencem em agosto.
Conforme decisão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a cobrança extra para as contas neste mês será de R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, ante R$ 6,243 cobrados até o mês passado.
Para o presidente da Aneel, André Pepitone, o aumento no valor da bandeira tarifária corresponde a um “sinal claro de que consumir energia até a chegada do próximo período úmido está mais caro” devido à pior crise hídrica dos últimos 91 anos.
Agora, a Aneel já abriu consulta pública e prepara um novo reajuste para ser julgado no mês de agosto, quando a bandeira vermelha nível 2 pode subir para até R$ 12 a cada 100 kWh consumidos, valor quase 92% superior ao cobrado no mês passado.
A incidência dos adicionais de bandeiras tarifárias na conta de luz dos consumidores que possuem direito à Tarifa Social de Energia Elétrica segue com os mesmos percentuais de descontos, entre 10% e 65%, dependendo da faixa de consumo das famílias.
Bandeiras tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, visa alertar a população sobre o custo da energia produzida no Brasil e trazer um consumo mais consciente para a população em períodos com maior uso das usinas térmicas, que produzem uma energia mais cara.
Com as atualizações, a bandeira verde continua sem cobrança adicional. Na bandeira amarela, a taxa extra passa a ser de R$ 1,874 a cada 100 kWh consumidos, alta de 39,5%. Já a bandeira vermelha 1 teve redução de 4,75% e passou a custar R$ 3,971 a cada 100 kWh consumidos.
No entanto, a Aneel aposta na manutenção da bandeira vermelha patamar 2 até novembro.
*Com informações do R7