A campanha ‘Pelotão da Solidariedade’ está encerrada e arrecadou R$ 431.776,79 para o soldado da Polícia Militar de Criciúma, Jeferson Esmeraldino, de 32 anos, que foi baleado durante o mega-assalto ao Banco do Brasil em Criciúma, em novembro de 2020.
O grupo de voluntários que une policiais, pessoas físicas e empresas realizou a prestação de contas da campanha. Além deles a mãe de Esmeraldino, Sandra Aparecida Nunes e o padrasto Remiston Rodrigues, também estiveram presentes. A entrevista coletiva foi realizada na tarde desta segunda-feira (12), na sede do 9º Batalhão da Polícia Militar de Criciúma.
“Só tenho a agradecer à todos, aos policiais, demais pessoas que nos ajudaram nessa etapa. Com muita satisfação que eu agradeço, porque lutamos bastante até agora”, destaca Sandra.
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Grupo de voluntários e família de Esmeraldino prestaram conta da campanha nesta segunda-feira (12) em entrevista coletiva no 9ª BPM de Criciúma – Foto: Divulgação/Pelotão da Solidariedade/NDEm busca de uma nova casa
Inicialmente a campanha buscava recursos e materiais para a construção de uma casa adaptada no local onde mora Esmeraldino e a família. A construção estava sendo organizada pela Audax Construções de Criciúma.
Porém, devido ao valor arrecado e pela casa onde moram estar em um local de alta periculosidade em Tubarão, a família decidiu pela compra de um novo imóvel.
“Ele é um policial que onde se criou, onde jogava bola na rua, os colegas dele puxaram para o lado mau. Eu dou graças à Deus que meu filho puxou o lado para defender o próximo. Onde nós passamos por dificuldade, porque sabem que tem policial ferido. Então moramos em zona de tráfico, de favela, onde já estamos passando esse trabalho”, conta Sandra.
Soldado Jeferson Luiz Esmeraldino foi baleado durante mega-assalto em Criciúma no ano passado – Foto: Reprodução/Redes SociaisAgora, a família de Esmeraldino está em busca de uma casa que possa, além da segurança, levar mais conforto ao policial que se encontra acamado, não consegue andar ou falar e está dependente para alimentação e outras necessidades.
“Conforme a família mencionou, a demanda inicial da construção da edícula foi alterada. A partir de agora buscaremos outro imóvel de acordo com o que a família havia mencionado, em local mais seguro, com conforto, acessibilidade e facilidades como a proximidade com postos de saúde, hospital”, ressalta o comandante da 6ª Região de Polícia Militar, coronel Evandro de Andrade Fraga.
Tratamento custeado pelo Estado
Todo o tratamento de Esmeraldino está sendo custeado pelo Estado com atendimentos domiciliares ao soldado com técnicos de enfermagem 24h; fisioterapia duas vezes ao dia; fonoaudiólogo uma vez ao dia; terapeuta ocupacional três vezes na semana e nutricionista duas vezes ao mês. No dia 26 de março, o policial foi reformado por incapacidade física permanente.
“Equipes policiais estão todos de parabéns. Não sabia que eram tão unidos. Agora só peço por orações e força. Tenham certeza que não é só ele, mas toda a família que levou um tiro e os policiais também. Ele está lutando, é meu orgulho de ser mãe. Estamos satisfeitos com as doações”, agradece Sandra.
Relembre o Caso
Na madrugada do dia 1º de dezembro de 2020, a cidade de Criciúma foi sitiada por 30 assaltantes, fortemente armados, e que estavam em 10 veículos de luxo.
O capítulo ficou conhecido nacionalmente e foi o maior assalto da história de Santa Catarina. Além disso, um caminhão foi lançado em frente ao 9º Batalhão da Polícia Militar e atearam fogo para impossibilitar a atividade da tropa.
Esmeraldino foi atingido no abdômen durante a troca de tiros com os criminosos. O projétil acertou o fígado e o estômago do militar. Por conta disso, ele precisou passar por três cirurgias e ficou internado em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por 30 dias. Ele teve alta no dia 5 de fevereiro.