Casa cheia e agitada: como está a vida dos trigêmeos que perderam a mãe em Itajaí

Família se organiza em nova casa adquirida com as doações e as crianças contam com a ajuda da avó paterna e tia

Foto de Grazielle Guimarães

Grazielle Guimarães Itajaí

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Os trigêmeos Breno, Valentina e Vitória já nasceram conquistando muitas pessoas em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, por serem os primeiros trigêmeos a nascer em 2021. Mas dois dias depois perderam a mãe, Camila Cassimiro de 32 anos, que sofreu um choque hemorrágico.

Desde então, a família tem movido pessoas de todo o Brasil que se sensibilizaram com a história e doaram leite, fraldas, roupas e quantias em dinheiro. A Vaquinha criada para auxiliar a família, teve a meta atingida em mais de 200%. O objetivo era arrecadar R$ 50 mil e até o dia 15 de fevereiro o valor arrecadado beirava os R$ 300 mil, fora as transferências diretas via pix.

Além dos trigêmeos, que recentemente completaram 3 meses, Camila deixou gêmeas de 3 anos de idade, uma menina de 11 anos e outra mais velha de 13 anos e o pai das crianças.

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Trigêmeos ganharam ensaio fotográfico ao completar 3 meses de vida – Foto: Eliana NazarioTrigêmeos ganharam ensaio fotográfico ao completar 3 meses de vida – Foto: Eliana Nazario

Há duas semanas a família, que agora conta com a ajuda da avó paterna, de uma tia e de um primo que vieram de Aracajú (SE), se mudaram para a casa própria, adquirida com o dinheiro das doações.

“Todos nós morávamos de aluguel, graças a Deus meu irmão conseguiu comprar a casinha dele, e ficamos muito felizes com isso. Ainda esta muita bagunça, mas estamos nos organizando”, conta a tia das crianças.

Além dos trigêmeos, Camila deixa gêmeas de 3 anos e duas meninas de 11 e 13 anos – Foto: Antônio Souza/NDTVAlém dos trigêmeos, Camila deixa gêmeas de 3 anos e duas meninas de 11 e 13 anos – Foto: Antônio Souza/NDTV

São inúmeras latas de leite, fraldas e roupas que eles vêm recebendo desde toda repercussão que teve a história da família. Apesar de inicialmente vir para uma ajuda temporária, a tia cogita ficar em Itajaí.

“Eu não sei por quanto tempo vou ficar, se eu gostar e me adaptar talvez fique na cidade, mas ainda não sei. O foco agora é ajudar os três a se organizar”.

Casa cheia

A casa é sempre muito agitada, as gêmeas de 3 anos tratam os irmãos mais novos como bonecos. “Tem que cuidar, elas querem brincar, da comida, e são pequenas então todo cuidado é pouco”, conta a tia.

Irmãs mais velhas dos trigêmeos ajudam a cuidar dos irmãos – Foto: Arquivo NDTVIrmãs mais velhas dos trigêmeos ajudam a cuidar dos irmãos – Foto: Arquivo NDTV

Apesar de ainda bebês, a tia completa que agora estão se adaptando à nova rotina. “Antes eles acordavam mais agitados à noite, agora estão mais tranquilos. As duas ainda acordam, mas são mais tranquilas”, brinca.

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