Um levantamento inédito do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que apenas 0,06% da população catarinense se auto identifica como quilombola. Esse recorte corresponde a 4.447 pessoas, distribuídas em 28 municípios de todo o estado. Os números são relativos ao Censo de 2022.
Olívio Cristino, quilombola de Joinville, exibe a imagem de Santa Bakhita, padroeira dos escravizados – Foto: Carlos Jr. /Arquivo/NDNo ranking nacional, Santa Catarina é o 21º estado em número de quilombolas. Do total, 13,4% residem em territórios demarcados, e 86,96% moram fora destes locais.
Incidência de quilombolas por município de SC
Dos 295 municípios catarinenses, 28 têm população com laços de ancestralidade e identificação com os quilombos. Historicamente, essas comunidades foram formadas por escravos no Brasil entre 1600 e o ano de 1888.
SeguirA cidade catarinense que mais tem quilombolas é Capivari de Baixo. O município do Sul do estado abriga 654 pessoas, um total de 2,73% da população da cidade. Na sequência estão Araquari, com 480, e Florianópolis, com 433 moradores.
Quilombolas no Brasil
Atualmente, segundo o Censo, são 1.327.802 quilombolas distribuídos em 1.696 municípios. A região Nordeste concentra, sozinha, 68,19% dessa população. O estado com o maior número é a Bahia: 397.059 pessoas se autodeclararam na região.
Lista de quilombolas no Brasil por estado. Santa Catarina ocupa a 21ª posição – Foto: IBGE/Divulgação/NDO Censo também destaca que foram identificados 494 territórios quilombolas oficialmente delimitados no país, Nestes espaços viviam 167.202 pessoas, apenas 12,6% da população quilombola.
Pesquisa inédita no Censo
O IBGE levantou pela primeira vez na história o pertencimento étnico dessa população. A ideia é reunir o conjunto de informações para também aplicar de forma mais efetiva, políticas públicas voltadas à comunidade.
“Pela primeira vez em um levantamento censitário brasileiro, a população quilombola foi identificada, enquanto grupo étnico, no mais importante retrato demográfico, geográfico e socioeconômico do país”, disse, em nota, o presidente substituto do IBGE, Cimar Azeredo, reforçando a importância do levantamento.