Hello, Leitores! O projeto Galeria de Arte – Morro da Mariquinha, realizado pelo Cidades Invisíveis, no último final de semana (30 de abril e 1º de maio), em Florianópolis, levou 10 artistas para estampar suas obras em muros no estacionamento da comunidade.
O objetivo da ação é tornar o Mariquinha a maior galeria de arte urbana a céu aberto de Santa Catarina e colocá-la entre as quatro principais do Brasil. Além da execução das ações de arte, foi realizada ainda uma oficina de caligrafia ministrada pelo artista Oberdam.
Cidades Invisíveis no Morro da Mariquinha. -Reprodução: – Foto: Rafael Cunha Fotografia/Divulgação/ND
Essa é a 2ª edição do projeto, que conta com quatro etapas ao longo do ano. Serão realizadas 80 novas artes na comunidade, aumentando o número de obras e artistas da Galeria e dando visibilidade para as questões sociais da comunidade, com ações paralelas de impacto e inclusão social.
Ao final do projeto, em 2023, será apresentado à comunidade um documentário sobre as ações. O projeto foi aprovado na Lei de Incentivo à Cultura na Fundação Municipal de Cultura Franklin Cascaes, permitindo a captação de recursos por meio da lei de incentivo fiscal de empresas privadas de Florianópolis.
Segundo o idealizador do Cidades Invisíveis, Samuel dos Santos, a arte também é um elemento de luta pela dignidade.
“Por isso, desde 2012, ressignifica os espaços públicos com participação de artistas. Esse projeto, Galeria de Arte – Morro da Mariquinha, representa a continuidade do que começamos em fevereiro de 2020: construir caminhos de emancipação e liberdade para os moradores e moradoras da comunidade”, afirma.
Cidades Invisíveis no Morro da Mariquinha. – Foto: Rafael Cunha Fotografia/Divulgação/NDA iniciativa, realizada em parceria com o artista Rodrigo Rizo, do projeto Street Art Tour, viabilizou a produção de murais de arte urbana com os artistas Thipan, Tuane Ferreira, Joh, Oberdam, Grave, Danka, London, Loiola, IgnorePorFavor.
O Street Art Tour é um movimento de valorização, produção e difusão da arte urbana em Florianópolis, para reforçar a importância e a relevância da linguagem artística como expressão cultural e identitária, por meio de um trabalho conjunto entre artistas, poder público e iniciativa privada.
A ação faz parte do calendário de comemoração de 10 anos do Cidades Invisíveis. Agente de transformação social, já impactou milhares de pessoas com ações em Florianópolis, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, combatendo a invisibilidade de pessoas das periferias.
Seu propósito é ser os elos, que representam o compromisso com as pessoas que apoia; a ponte como abertura de um caminho entre colaboradores, lugares e pessoas que, normalmente, não estariam incluídos; e, por fim, ser o holofote, simbolizando a capacidade de iluminar e dar visibilidade para projetos e pessoas normalmente invisibilizadas.
“Além da arte, o projeto leva conhecimento e oportunidades às pessoas de favelas, morros, periferias, vielas, becos, palafitas, guetos e outros aglomerados subnormais pelo sistema”, conta o idealizador do Cidades Invisíveis, Samuel dos Santos.
Ação que rolou no final de semana apoiada pelo projeto Cidades Invisíveis alegrou muitas crianças.-Reprodução: Foto: Rafael Cunha Fotografia/Divulgação/NDA ação da Galeria de Arte – Morro da Mariquinha é uma realização do Cidades Invisíveis, produção Street Art Tour, apoio cultural: Cassol, Casas da Água, Jb3 e LK Design Hotel. Apoio: Harmônica, Studio de Ideias, Daniel Bianchini Esteves e patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Florianópolis, Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, Prefeitura Municipal de Florianópolis.
Ações como essa enchem o Mundo Maria de orgulho. Levar a arte para bairros onde habitam pessoas com pouca visibilidade, deixando-os mais estilosos e alegres.