Usando a mão de obra de internos do sistema prisional de Joinville, no Norte do Estado, o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt está passando por uma reforma e já teve uma nova pintura e o sistema de ar-condicionado reformado.
Além da mão de obra, a Polícia Penal realizou a doação de novas portas para a unidade médica – Foto: Divulgação/NDO Superintendente da Regional Norte da Polícia Penal, Anderson Souza, explica que a iniciativa faz parte do programa “Trabalho pela Liberdade”, um projeto piloto que prevê o uso dos internos para reforma de prédios públicos
Além do hospital, a Delegacia Regional da Polícia Civil de Joinville também já recebe reparos pela mão de obra dos presos.
Seguir“Na delegacia regional, quando a gente entra no local, já é possível observar várias melhorias. A mesma coisa no Hospital Regional. Tenho certeza que quem ganha é a sociedade. Quando fomos fazer a visita [ao hospital] vimos ar-condicionado pingando, mofos em paredes, portas quebradas, e tudo isso está sendo resolvido”.
Além da mão de obra, a Polícia Penal realizou a doação de novas portas para a unidade médica.
Colchões que viram caminhas
O trabalho dos presos tem sido usado para resolver outro problema: o descarte dos colchões. Como o material não pode ser queimado, ele está sendo reaproveitado para fazer camas para os bichos de estimação.
Material é feito por internos do sistema prisional de Joinville – Foto: Divulgação/ND“Sabemos da dificuldade, já que eles não podem ser queimados, não podem ser enterrados, então picamos os materiais para fazer caminhas de cachorro. Tudo está sendo feito com muito amor e dedicação para o benefício de toda a região”, explica Anderson.
Exemplo para o Estado
A expectativa é que o programa piloto de Joinville seja expandido para todo o Estado. “Estamos trabalhando fortemente para trazer as empresas e para que os internos tenham uma ocupação, que tenham a oportunidade de voltar para a sociedade de forma melhor”, diz Anderson.
Hospital Regional tem sido beneficiado com ação da Polícia Penal – Foto: Divulgação/NDPara poderem trabalhar, os internos passam por uma triagem interna, que analisa o comportamento e a aptidão de cada um. Também são oferecidos cursos de qualificação dentro do sistema prisional. A cada três dias de trabalho, um dia será descontado da pena.
O complexo prisional de Joinville tem aproximadamente 2.400 presos. A expectativa é que até 80% deles estejam trabalhando em até 2 anos.