Quais as consequências de não pagar a pensão alimentícia? Advogada explica

A especialista em direito civil, Ana Carolina Aun Al Makul, explica quais são as principais dúvidas acerca do pagamento da pensão alimentícia

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Redação ND Florianópolis

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Um tema que gera muita polêmica é a falta de pagamento das pensões alimentícias. Quando o genitor, responsável pelo sustento do filho, deixa de cumprir com suas obrigações financeiras, uma série de consequências podem surgir.

Essa atitude pode afetar diretamente o bem-estar e o crescimento da criança. Compromete a saúde, educação, bem como a qualidade de vida. Além disso, não cumprir a obrigação alimentar do filho resulta em processos judiciais, penalidades legais e até mesmo em prisão.

Quais as consequências do não pagamento da pensão alimentícia? ConfiraQuais as consequências do não pagamento da pensão alimentícia? Confira – Foto: Pexels/Divulgação/ND

Em maio, um homem foi preso após ser abordado pela Polícia Militar em Guaramirim, localizado Norte do Estado. Ele possuía um mandado de prisão ativo por dever mais de R$ 21 mil em pensão alimentícia e, além disso, foi encontrado com duas gramas de crack e cinco gramas de maconha. O homem foi preso e encaminhado ao Presídio de Jaraguá do Sul.

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A advogada Ana Carolina Aun Al Makul, especialista em direito civil, aponta que são diversas as consequências legais para o não pagamento de pensão alimentícia.

“Não cumprir com essa obrigação pode ocasionar  uma prisão civil ou restrição de seus bens e direitos”, conta.

Além disso, é possível serem penhorados valores de suas contas ou outros bens, que o nome do devedor seja inscrito em cadastro de inadimplentes e que o devedor perca sua carteira de motorista e passaporte.

Como determinar o valor da pensão alimentícia

Nos casos de desemprego ou mudança nas condições financeiras do devedor, é possível revisar o valor da pensão alimentícia. – Foto: Freepik/NDNos casos de desemprego ou mudança nas condições financeiras do devedor, é possível revisar o valor da pensão alimentícia. – Foto: Freepik/ND

Aun Al Makul explica que existem várias formas de determinar o valor a ser pago pela pensão alimentícia. Pai e mãe podem entrar em acordo por meio de um instrumento escrito que pode ser homologado por um juiz, ou o valor pode ser acordado dentro do processo judicial ou arbitrado por um juiz.

No último caso, o magistrado irá considerar para fixação da pensão, certos parâmetros. Um deles é a necessidade pela qual a pessoa alimentanda passa e a possibilidade de pagamento do alimentante, ou seja, o quanto a criança ou adolescente precisa para viver bem e os recursos que o devedor detém para o pagamento, segundo a especialista.

Não pagamento da pensão

Ao não pagar a pensão alimentícia, o credor pode optar pela busca de bens e valores, pela negativação do nome do devedor e outras medidas restritivas, ou ainda, pela prisão civil.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) entende que o genitor apenas pode ser preso se estiver devendo no mínimo três prestações de pensão. Além disso, após o pagamento de todas as parcelas devedoras, a prisão é rapidamente revogada.

E se não tiver dinheiro?

Nos casos de desemprego ou mudança nas condições financeiras do devedor, é possível revisar o valor da pensão alimentícia. A advogada explica que tanto credor com o devedor podem iniciar uma ação denominada ação revisional de pensão alimentícia.

“Por meio dessa ação, após analisar as provas, o juiz poderá alterar o valor da pensão, aumentando no caso de ação ajuizada pelo credor, ou diminuindo quando o processo judicial for de iniciativa do devedor”, finaliza.

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