“Dar esmolas é ‘aprisionar’ as pessoas nas ruas”

Presidente do Conseg do centro de Florianópolis, Rodrigo Marques, defende campanha da prefeitura para desestimular doações

Receba as principais notícias no WhatsApp

O presidente do Conseg (Conselho de Segurança) do Centro da Florianópolis, Rodrigo Marques, contestou a manifestação do padre Júlio Lancellotti, de São Paulo, que criticou prefeituras que fazem campanhas para desestimular a doação de esmolas  nas ruas.

Publicações de padre paulista abriram polêmica sobre campanhas que desestimulam esmolas às pessoas que estão nas ruas – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDPublicações de padre paulista abriram polêmica sobre campanhas que desestimulam esmolas às pessoas que estão nas ruas – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/ND

“O ato de dar esmola é exatamente o que incentiva essas pessoas a permanecer em situação de rua e impede que sejam acolhidas pelos sistemas da assistência social. E pior e não raro, financiam o tráfico de drogas com a compra do crack”, afirma Rodrigo.

Ele entende que “um ato verdadeiramente humanitário e caridoso” é fazer doações responsáveis para instituições. “Dar esmolas é ‘aprisioná-las’ nas ruas, desestimulando a busca por ajuda de verdade e condições dignas”, diz.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

A Secretaria de Assistência Social de Florianópolis também se manifestou, neste domingo (28), por meio de nota, sobre a polêmica.