Era para ser o foco da discussão apenas o funcionamento do Lar Abdon Batista de Joinville, Norte Catarinense, aliás garantido novamente o não fechamento pela Secretária de Assistência Social de Joinville, Fabiana Cardozo. Mas a realidade foi muito além, quando os conselheiros tutelares passaram a falar da tribuna.
Antes, portanto, o Lar. O promotor de Justiça da 4ª vara, Éder Cristiano Viana também confirmou que o Lar não será fechado, mas que desde outubro de 2021, um procedimento administrativo foi instaurado para ajustes em estrutura dentro do que dizem as regras.
Debate no plenário lotou e ampliou assunto para o atendimento social básica.- Foto: Câmara de Vereadores de Joinville/DivulgaçãoA presidente do Conselho do Lar Abdon Batista, Maria Regina de Loyola Alves e atual presidente da Acij falou pela primeira vez sobre o assunto publicamente. Da tribuna na câmara de vereadores, disse que o lar sempre se adaptará as novas legislações e que irão lutar sempre para que as crianças e adolescentes possam ter esperança. Margie ainda alertou que desde a pandemia as contas dobraram.
SeguirA redução de dez vagas para ela é lamentável como também explicou que os valores repassados como reajuste mensal ao Lar, são adequações pelo INPC a partir de agosto a serem pagos em setembro.
Mas o debate ampliou e para a assistência social num todo pela rede básica por parte do Conselho Tutelar. A conselheira Priscila Luz fez um desabafo sobre a realidade hoje em Joinville. Em média a demanda reprimida hoje, segundo ela, é de 150 só em um dos conselhos atendidos. Por isso ela foi enfática e pediu um plantão 24 horas de área social em Joinville com atendimentos urgentes. Ela ainda lembrou que não há uma casa de passagem para criança e adolescentes para ter dignidade na área.
Outros três representantes do Conselho Tutelar de Joinville também falaram sobre o tema. Foi unânime. Lembraram que a função do órgão é zelar pelo cumprimento das crianças e do adolescentes, mas que muitas vezes mesmo com encaminhamento, falta política pública para atender toda a demanda.
A reunião levou a tarde desta segunda (8) no plenário da câmara e contou muitos participantes. De toda uma rede o empenho é de todos os órgãos, mas que infelizmente quem mais sente é o menor e muitas vezes suas famílias dependendo dos casos. O nível de vulnerabilidade financeira e a falta de uma atenção adequada afeta a realidade de muitos lares.
Sobre este ponto, uma boa notícia, a secretária adiantou uma nova medida a ser implantada a partir de 18 de agosto. As famílias cadastradas passarão a não sair mais ‘com cestas básicas nas costas’, como falou a a secretária Fabiana, mas com um cartão para adquirir a necessidade alimentar.
O caminho é longo, sim, afinal os casos de violência (social, psicológica ou física) contra menores ainda acontecem todos os dias, todas as horas, minutos. A realidade não é única só de Joinville. O que a sociedade num todo merece é que não existissem abrigos, ou famílias acolhedoras. Enquanto isso, é unir forças para buscarmos o melhor. Pela cidade? Sim, mas principalmente pelas famílias e pelas crianças que precisam.
Por isso, é acompanhar de perto como o município busca investir no atendimento social, com mais recursos, servidores no atendimento básico social e ao mesmo tempo com uma rede integrada com os menores.