O Dia do Trabalhador, celebrado neste domingo (1º), foi marcado por manifestações em Florianópolis. Os atos se dividiram entre contrários e favoráveis ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Manifestação contra e a favor do governo Bolsonaro, em Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/NDOs bolsonaristas participaram de uma passeata pela avenida Beira-Mar Norte durante a tarde, enquanto apoiadores e centrais a favor do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) realizaram um ato no Terminal Urbano Cidade de Florianópolis, no Centro, pela manhã.
Sob um sol de 24°C, após uma manhã de forte chuva na cidade, os apoiadores do presidente vestidos, predominantemente, de verde e amarelo ocuparam a avenida Beira-Mar Norte, na região do Trapiche. Nas sacadas dos edifícios ao longo da via, bandeiras do Brasil foram hasteadas nas janelas.
SeguirNos dois trios elétricos, o microfone ficou aberto a quem quisesse se manifestar a favor de Bolsonaro. A maioria das falas com críticas contra a esquerda, representada por Lula, e contra o STF (Supremo Tribunal Federal). Houve também pedidos para que idosos compareçam às urnas em outubro e voto impresso auditável.
O público presente festejou ao som de músicas usadas como “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!” e “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, além de músicas favoráveis ao presidente e paródias contra o ex-presidente Lula. O Hino Nacional brasileiro também foi executado durante o ato. Os manifestantes saíram cantando e gritando palavras de ordem pela avenida em direção à sede da Polícia Federal em Florianópolis.
Segundo a organização do evento, cerca de 20 mil pessoas participaram do ato. A Polícia Militar não divulgou a estimativa de público.
Entre os manifestantes estava Elisa Paulo. “Vim apoiar o presidente Bolsonaro pela boa gestão que tem feito no país”, disse a mãe da pequena Geovana Maria, de 7 anos.
Quem também esteve presente foi Júlio Cesar Pereira e o filho Enzo Pereira. “Estamos aqui para apoiar o presidente. Ele é bem intencionado e querendo fazer o melhor pelo país”, frisou o pai, ao avaliar que os problemas ocorridos no Brasil foram criados pela esquerda e o STF.
Para João Ricardo Padilha, líder do Conservadorismo Floripa, um dos organizadores do evento, a manifestação foi em defesa do governo federal e contra atos do STF.
“Estamos aqui em apoio ao governo federal. Eu sou católico e minhas regras são primeiramente a Bíblia e depois a Constituição Federal. A Constituição Federal é boa? Não, tem muitas correções a fazer, mas independentemente disso eu tenho que respeita-la e não está sendo respeitada pelo principal órgão que é o Supremo Tribunal Federal”, comentou ele, ao destacar que o ato não pode ser visto como uma campanha eleitoral antecipada.
Veja as fotos:
Manifestação contra Bolsonaro
Pela manhã, manifestantes se reuniram no Terminal Urbano Cidade de Florianópolis, no Centro, para protestar contra o governo de Jair Bolsonaro.
As pessoas seguravam placas e cartazes pedindo a saída do presidente e dos generais. Uma enorme bandeira pedia o fim do Projeto de Lei 591/21 contra a privatização dos Correios. No ato também ocorreu pedido pelo fim da guerra na Ucrânia.
Houve ainda apresentações culturais e para encerrar foi servido pão com linguiça aos participantes. De acordo com a CUT-SC (Central Única dos Trabalhadores), que organizou o ato, a estimativa é de que mil trabalhadores tenham participado da ação. A Polícia Militar não informou a estimativa de público.
“O 1º de maio sempre foi um dia simbólico e este ainda mais pela crise que vivemos. Com carestia, o desemprego, a retirada de direitos, problemas no serviço público”, disse Bruno Ziliotto, secretário de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais da CUT. Segundo ele, a manifestação serviu para mostrar o que os trabalhadores querem para o país.
Ziliotto considerou o ato proveitoso, principalmente pela representatividade com a presença de entidades sindicais e lamentou a chuva que caiu pouco antes do início da manifestação, o que teria afastado uma mobilização maior.
“Bolsonaro nunca mais. Foi o governo que representou a retirada de direitos. Governo que atacou o serviço público e a população mais pobre. E na nossa visão esse governo precisa sair”, afirmou ele, ao destacar que a reivindicação da classe trabalhadora não se resume a esse período eleitoral.
“Nós estamos aqui porque queremos o fim desse governo que só traz miséria, desemprego e fome para o povo. Este ano temos a oportunidade de eleger um governo que represente a classe trabalhadora e que vai voltar a trazer esperança para esse país”, disse a presidente da CUT-SC, Anna Júlia Rodrigues.