Diante de polêmica, Florianópolis defende campanha contra doações de esmolas

Secretaria municipal de Assistência Social diz que atitude da população "mantém as pessoas por mais tempo na rua"

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A Prefeitura de Florianópolis defendeu, neste domingo (27), a campanha para desestimular a doação de esmolas a pessoas em situação de rua, criticada pelo padre Júlio Lancellotti na internet.

Campanha da Prefeitura de Florianópolis pede que a população não dê esmolas para as pessoas em situação de rua – Foto: Divulgação/ndCampanha da Prefeitura de Florianópolis pede que a população não dê esmolas para as pessoas em situação de rua – Foto: Divulgação/nd

O religioso, conhecido pelo envolvimento em projetos sociais na capital paulista, caracteriza a iniciativa como “aporofobia”, palavra pouco conhecida que significa repúdio, aversão ou desprezo pelos pobres.

Por meio de nota, o município disse que “a doação de esmolas mantém as pessoas por mais tempo na rua, podendo alimentar os vícios em substâncias tóxicas, dificultando o desenvolvimento social, e estimulando a mendicância”.

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O texto da Secretaria da Assistência Social diz que um “grande desafio é fazer com que a sociedade entenda que a esmola atrapalha, perpetuando a situação do cidadão que utiliza as ruas como moradia ou sobrevivência” e que o desestímulo a esse tipo de doações “auxilia na promoção da cidadania, na autonomia do indivíduo e na busca de conscientização da população sobre sua responsabilidade”.

A secretaria ressaltou ainda que a proposta das campanhas é mostrar “outras possibilidades de exercício de sua solidariedade” em relação ao próximo e que “a esmola torna mais difícil para as equipes convencerem os cidadãos dos aspectos negativos da rua”.