Foi no lançado na última sexta-feira (07), na página da Fundação Cultural de Navegantes, um documentário que revelou uma curiosidade desconhecida nas duas margens do rio Itajaí-Açu entre Navegantes e Itajaí.
Se em Itajaí, os apelidos “papa-siri” e “peixeiros” para designar os moradores da cidade, em Navegantes, a definição mais conhecida talvez seja o apelido de “dengo, dengo”.
Mas o que seria, o tal “dengo dengo”?
SeguirSegundo a professora e escritora Vilma Marli Rebello Mafra ouvida pelo documentário, o apelido surgiu após a instalação de um sino que ecoava na Igrejinha localizada no Centro, onde se encontra a Igreja Matriz e o Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes.
“Dengo-Dengo” seria o som emitido pelo sino, ouvido do outro lado do rio pelos itajaienses que em tom de brincadeira, diziam que o sino soava em volume baixo.
Sino em Igreja de Navegantes deu origem a expressão “Dengo Dengo” – Foto: Divulgação/NDVale lembrar que na época, Navegantes era um bairro da cidade e seus habitantes passaram a ser chamado de “dengo dengo” associados a peculiaridade do barulho do sino.
A professora Vilma conta que o apelido jamais foi encarado com algo ruim ou pejorativo pela maior parte da população, muito pelo contrário.
Acabou sendo incorporado pelos moradores da cidade.
Navegantes é hoje uma das cidades que mais cresce economicamente em SC – Foto: Prefeitura Navegantes/Divulgação/NDO documentário “Dengo Dengo” com mais revelações da professora sobre a história da cidade está disponível através do link do canal do youtube da Fundação Cultural de Navegantes através de um projeto financiado pelo Concurso de Seleção de Obras Culturais no ano de 2021.