O caso da menina de 8 anos sequestrada pelo pai continua em investigação. A menina retornou para Blumenau na última sexta-feira (4), após ficar mais de um mês fora de casa e duas semanas sob os cuidados da Justiça do Rio de Janeiro.
A menina retornou com a mãe para Blumenau na última sexta-feira (4) – Foto: Reprodução/Redes SociaisSegundo Mauricio Bento, advogado da mãe, Mariane de Freitas, em entrevista para a NDTV Record, a menina “está um pouco traumatizada, resistente e esse foi um dos motivos que a juíza decidiu fazer um estudo social”, para permitir o retorno para casa.
De acordo com o relato do advogado, quando mãe e filha se encontraram foi um momento especial e de alívio. “A menina logo que viu a mãe e correu para os braços dela. Ela pedia muito para sair do abrigo e voltar para Blumenau”.
SeguirPai escreve carta para filha
Na sexta-feira (4), o ND Mais publicou uma reportagem exclusiva com imagens de uma carta escrita por Anderson Rafael Hasse para a filha. O conteúdo foi divulgado pelo advogado do homem, Paulo Ascenção.
Na carta, o pai pede que a menina “seja forte” e reconhece que “está sendo difícil”. Segundo a defesa, a carta é um gesto de afeto de um pai para a filha.
Anderson revelou que se apresentaria às autoridades em vídeo enviado ao Cidade Alerta, da Record – Foto: Divulgação/NDO advogado da mãe, Maurício Bento, diz que desconhece a carta. “Eu não tenho conhecimento dessa carta. No processo que tramita no Rio de Janeiro, que agora veio para Blumenau, não haveria nada anexado. Não tenho conhecimento se a menina chegou a ver”, comenta.
Caso da menina sequestrada pelo pai tramita em segredo de justiça
O advogado Maurício Bento afirma que a menina foi ouvida por uma equipe técnica, com assistente social e psicóloga.
“Ela diz que não lembra de nada. Outras falas dela, pela conclusão do estudo, garantem ser uma forte “alienação parental que ocorre contra a criança, para que as situações faladas acabem se tornando verdade”, explica.
O caso tramita em segredo de justiça.
Relembre o caso da menina sequestrada pelo pai em Blumenau
A menina deveria ter sido entregue à mãe em 5 de março, o que não aconteceu. Anderson teve a guarda da criança por três anos, mas acabou perdendo em 2023.
Desde então, ele tinha o direito a ver a filha a cada 15 dias, como determinado pelo Poder Judiciário. Ele buscou a menina no dia 28 de fevereiro e deveria tê-la entregue no dia 5 de março, na escola onde ela estuda.
A mãe, Mariane de Freitas, relatou que foi buscar a filha, mas não a encontrou. Ela então tentou entrar em contato com o ex-companheiro, que não atendeu as ligações ou respondeu mensagens.
O último local onde pai e filha tinham sido vistos, antes do caso chegar à polícia, tinha sido no dia 1º de março, quando foram deixados por um motorista de aplicativo no Morro do Baú, em Ilhota, com malas e uma caixa de som.